Veja o resumo da noticia
- Ações judiciais entre proprietários e inquilinos aumentam no Rio de Janeiro no primeiro trimestre.
- Inadimplência da locação é preocupação central, com alta em processos de despejo.
- Dados revelam que 55% dos processos são por despejo devido à falta de pagamento.
- A inadimplência condominial segue estável, mostrando trajetória diferente da locação.
- Há uma mudança no mapa de risco imobiliário, com foco na relação locador-locatário.
- Setor imobiliário defende atuação preventiva para evitar conflitos judiciais.

As ações judiciais entre proprietários e inquilinos cresceram no Rio de Janeiro no primeiro trimestre de 2026 e recolocaram a inadimplência da locação no centro das preocupações do setor. Segundo levantamento do Secovi Rio noticiado por O Globo, foram registrados 1.665 processos locatícios no período, acima dos 1.429 apurados nos três primeiros meses de 2025. O dado indica um avanço de quase 17% em um ano e devolve o volume de disputas ao mesmo patamar observado em 2024.
Despejo por falta de pagamento
O ponto mais sensível da estatística está no perfil dessas ações. De acordo com o Secovi Rio, 55% dos processos correspondem a despejos por falta de pagamento, o que sugere deterioração mais aguda na capacidade de parte dos inquilinos de manter o aluguel em dia. Em março, o movimento ficou ainda mais evidente: as ações desse tipo avançaram 58,1% na capital e 31,7% no interior do estado, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Condomínios seguem mais estáveis
Enquanto a locação piora, a inadimplência condominial não mostra a mesma trajetória. As ações relacionadas a débitos de condomínio somaram 3.236 processos no trimestre, abaixo dos 3.470 registrados em igual período de 2025.
A leitura combinada dos dados sugere uma mudança no mapa de risco do mercado imobiliário fluminense: a fragilidade mais visível, neste momento, aparece na relação entre locador e locatário, e não nas despesas de manutenção dos edifícios.
Setor defende atuação preventiva
Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio e diretor-superintendente da APSA, a locação tende a reagir mais rapidamente às pressões econômicas, o que exige monitoramento próximo da carteira e respostas menos tardias.
Na prática, isso reforça a importância de análise de crédito, negociação preventiva e acompanhamento de sinais de atraso antes que o conflito chegue à Justiça.
*Com informações de O Globo







