Veja o resumo da noticia

  • Cenário atual do mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo é favorável.
  • Ocupação em edifícios corporativos supera 85% em regiões centrais da capital.
  • Aumento da demanda impulsionado pelo retorno ao trabalho presencial e híbrido.
  • Pesquisa indica alta porcentagem de profissionais já em modelos presenciais ou híbridos.
  • Falta de novas entregas imobiliárias contribui para a valorização dos aluguéis.
  • Ativos da São Carlos na Paulista e Chucri Zaidan demonstram recuperação total.
  • Histórico da São Carlos e seus resultados financeiros recentes são apresentados.
aluguel de escritórios em São Paulo
Sonny Vermeer/iStock

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo voltou a operar em um cenário favorável aos proprietários. Segundo Gustavo Mascarenhas, CEO da São Carlos, em entrevista à IstoÉ Dinheiro, edifícios corporativos nas principais regiões da capital paulista já registram ocupação superior a 85%, nível considerado crítico para redução da oferta disponível e pressão sobre os preços.

Retorno ao presencial aquece demanda

A retomada gradual do trabalho presencial e híbrido impulsionou a procura por espaços corporativos maiores e mais qualificados. Empresas como Amazon, JPMorgan e Nubank ampliaram exigências de presença física nos escritórios, fortalecendo a recuperação do segmento após a pandemia.

Segundo uma pesquisa do WeWork publicada pelo Metro Quadrado, 63% dos profissionais já trabalham de forma totalmente presencial no País. Outros 20% operam em modelos híbridos: 12% com três dias presenciais, 5% com dois dias e 3% com apenas um dia no escritório. Só 12% dos funcionários estão totalmente remotos.

Falta de novos projetos sustenta valorização

Mascarenhas aponta que a escassez de novas entregas imobiliárias também contribui para o avanço dos preços. Segundo a São Carlos, regiões como Paulista e Chucri Zaidan já operam com baixa vacância e reajustes acima da inflação.

“Sempre tem alguma região que acabou sofrendo mais [no passado], mas vamos pegar como os nossos dois principais ativos em São Paulo. A gente tem um prédio na Paulista que chegou a estar 70% vazio. Hoje está 100% ocupado e com preço subindo”, diz o executivo da São Carlos. “O nosso principal ativo, que fica na Chucri Zaidan, o EZ Towers, é um prédio de 47 mil metros quadrados. Ele chegou a estar 50% vago e atualmente já está 95% ocupado e com preço subindo”.

Perfil da São Carlos

A São Carlos nasceu dentro das Lojas Americanas, do 3G Capital, para gerenciar os ativos imobiliários da empresa. Em 2025, registrou prejuízo líquido de R$ 48,4 milhões e EBITDA recorrente consolidado de R$ 104,6 milhões. Apesar disso, distribuiu dividendos extraordinários de R$ 406 milhões, o equivalente a R$ 7,10 por ação.

*Com informações da IstoÉ Dinheiro e do Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.