Veja o resumo da noticia
- Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) aponta aumento de 0,40% em março, após alta de 0,30% em fevereiro no Brasil.
- Economista do FGV Ibre relaciona a elevação dos juros à manutenção da demanda aquecida por aluguel residencial no país.
- São Paulo registra alta de 1,06% em março, enquanto Rio de Janeiro desacelera para 0,06%; Belo Horizonte tem queda de 0,50%.
- Porto Alegre apresenta recuo de 0,06% em março, impactando o cenário de variações nos preços de aluguéis nas capitais.
- IVAR utiliza contratos assinados entre locadores e locatários com intermediação, oferecendo dados mais precisos.

O aluguel residencial subiu 0,40% em março no Brasil, após alta de 0,30% em fevereiro, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado na quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O acumulado em 12 meses passou de 4,05% para 4,78%.
Crédito imobiliário e taxa de juros
Segundo o economista Matheus Dias, do FGV Ibre, citado pelo Broadcast, o resultado confirma que “o mercado de locação residencial segue em trajetória de reajustes, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado no pico de dezembro de 2025, quando o acumulado atingiu 8,85%”.
Segundo o especialista, os juros elevados — em 14,75% ao ano — tornam mais caro o financiamento para a comprar de imóveis, mantendo aquecida a demanda por aluguel.
“A dinâmica do mercado segue aquecida, o que não favorece redução de preços por negociação”, diz Dias. “Temos uma demanda que existe, não é pequena e isso faz com que os aluguéis sejam pressionados para cima’.
Preço dos aluguéis nas capitais
Em março, São Paulo teve alta de 1,06%, após 0,03% em fevereiro, e completou o décimo mês consecutivo de aumento. No Rio de Janeiro, a taxa passou de 0,63% para 0,06%. Belo Horizonte saiu de 0,97% para queda de 0,50%. Porto Alegre foi de alta de 0,19% para recuo de 0,06%.
No acumulado em 12 meses, os aluguéis avançaram 4,16% em São Paulo, 2,60% no Rio de Janeiro, 4,78% em Belo Horizonte e 6,40% em Porto Alegre.
O IVAR mede a evolução mensal dos aluguéis residenciais com base em contratos assinados entre locadores e locatários com intermediação de administradoras de imóveis. Esse método é mais preciso do que o anterior, quando a FGV usava informações de anúncios, e não valores efetivamente negociados.







