Veja o resumo da notícia

  • Imóveis com mais de 125 m² em São Paulo valorizaram 17,4% entre janeiro e maio de 2026, superando a média da cidade.
  • A demanda por imóveis maiores permanece ativa, mesmo com juros elevados, por depender menos de financiamento tradicional.
  • Bairros como Perus registraram as maiores variações percentuais para imóveis grandes, indicando valorização em mercados com menor base de comparação.
  • Imóveis compactos de até 30 m² também apresentaram alta de 16,7%, impulsionados por investidores e compradores com menor valor de entrada.
  • Apesar da valorização nos anúncios, o alto estoque de imóveis de alto padrão (26 meses para 4 dormitórios) sugere cautela no mercado.
imóveis acima de 125 m² em São Paulo
Vergani_Fotografia/iStock

Os imóveis com mais de 125 m² foram os que mais valorizaram em São Paulo entre janeiro e maio de 2026, com alta de 17,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo levantamento da Loft, o avanço superou a média da cidade, de 11,3%, e ocorreu em um segmento com tíquete médio de R$ 1,82 milhão.

Os dados levam em consideração 735 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais da cidade e foram divulgados pela Forbes. Os números sugerem que parte da demanda de maior renda segue ativa mesmo em ambiente de juros elevados, por depender menos de financiamento tradicional.

Altas percentuais migram para bairros fora do topo de renda

O recorte por bairro mostra que a maior variação percentual não ocorreu nas regiões nobres. Perus liderou a lista de imóveis acima de 125 m², com alta de 113% e tíquete médio de R$ 2,03 milhões. Na sequência vieram Jardim Helena, Pari, Sé e Cidade Tiradentes.

O movimento indica que a valorização percentual pode ser mais intensa em mercados com base de comparação menor, novas ofertas, reposicionamento urbano ou mudanças no perfil de demanda.

Compactos continuam fortes

Os imóveis de até 30 m² também tiveram desempenho expressivo, com alta de 16,7% e preço médio de R$ 367 mil. Nesse caso, a demanda é sustentada por investidores e compradores que buscam menor valor de entrada.

Bairros como Mandaqui, Grajaú, Aricanduva, Cidade Líder e Campo Limpo apareceram entre os maiores avanços, reforçando que a valorização dos compactos atravessa faixas de renda e não se limita ao miolo premium da capital.

Estoque alto limita leitura otimista do alto padrão

A alta dos anúncios não elimina o ponto de atenção do alto padrão. Dados citados pela Forbes, com base em relatório do BTG Pactual e do Secovi-SP, indicam 26 meses de estoque para imóveis com mais de quatro dormitórios e de 23 meses para unidades acima de 180 m². É o pior patamar desde 2017. Isso mostra um mercado dividido: preços pedidos nos anúncios sobem, mas a absorção de unidades maiores e caras ainda exige cautela.

*Com informações de Forbes

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.