Veja o resumo da noticia
- Desempenho do mercado imobiliário no Amazonas no primeiro trimestre de 2026.
- Crescimento concentrado em imóveis verticais e unidades de padrão econômico.
- O programa Minha Casa, Minha Vida como vetor principal das vendas locais.
- Impacto da ampliação dos tetos de renda e preço do MCMV na demanda.
- Aumento dos preços do metro quadrado impulsionado por demanda e custos.
- Redução de lançamentos e desafios de infraestrutura e mão de obra.
- Projeção de avanço moderado condicionado a juros e suporte público.

O mercado imobiliário do Amazonas encerrou o primeiro trimestre de 2026 aquecido, mas com crescimento concentrado em imóveis verticais. O Valor Greal de Vendas (VGV) chegou a R$ 637 milhões, alta de 23,93% sobre o trimestre anterior e de 9,45% em relação ao mesmo período de 2025, noticia o Jornal do Commercio. O desempenho foi puxado por 2.021 unidades de padrão econômico vendidas, segundo os Indicadores Imobiliários da Ademi-AM, elaborados em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
MCMV concentra a maior parte das vendas
O Minha Casa, Minha Vida foi o principal vetor do mercado local, respondendo por 80% dos resultados. A combinação de renda média mais baixa, déficit habitacional elevado e subsídios federais mantém o programa como peça central da demanda em Manaus.
Para a Ademi-AM, a ampliação recente dos tetos de renda e preço – para R$ 13 mil e R$ 600 mil – aumenta a capacidade das famílias de acessarem o primeiro imóvel e sustenta o ritmo de absorção mesmo em um ambiente de juros ainda desafiador.
Preços sobem com demanda e custos
A força da procura também aparece nos preços. O metro quadrado médio dos imóveis verticais chegou a R$ 7.515, alta de 4,01% sobre o quarto trimestre de 2025 e de 13,91% na comparação anual. Unidades de dois quartos, predominantes nos lançamentos, avançaram para R$ 6.744 por metro quadrado, enquanto imóveis de três quartos chegaram a R$ 9.088. A pressão reflete tanto a demanda aquecida quanto o aumento de custos de materiais como aço, cobre, alumínio e cimento por causa do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Infraestrutura e mão de obra viram gargalos
O crescimento, porém, não é homogêneo. No trimestre, não houve lançamentos residenciais horizontais nem comerciais, e os lançamentos verticais caíram. De janeiro a março, foram lançados em Manaus quatro empreendimentos verticais, com 1.448 novas unidades – 81,4% delas do MCMV. O volume foi 27,6% menor do que o do primeiro trimestre de 2025.
A entidade projeta avanço moderado em um cenário desafiador, condicionado à queda gradual dos juros, à disponibilidade de mão de obra e à capacidade do poder público de acompanhar a expansão com infraestrutura e serviços. Sem esse reforço, o risco é que a demanda continue forte, mas encontre limites em custos, prazos de obra e inadimplência.
*Com informações de Jornal do Commercio







