Veja o resumo da notícia
- O mercado imobiliário de Goiânia superou a média nacional no 1º trimestre de 2026, com vendas de imóveis novos crescendo 12,7%.
- Foram comercializados 2.882 apartamentos nos primeiros três meses do ano, impulsionados pela expansão econômica e populacional.
- Incorporadoras lançaram 15,8% mais unidades no período, antecipando a confiança do setor com a queda da taxa básica de juros.
- A valorização de 3,6% no trimestre reforça a percepção de proteção patrimonial em um cenário de incertezas.
- A participação da Habitação de Interesse Social (HIS) em Goiânia é de 26%, abaixo de outras capitais que chegam a 56%.
- O programa Minha Casa, Minha Vida é um vetor de liquidez, com empreendimentos vendendo rapidamente e novos projetos em preparo.
- O baixo estoque de imóveis, equivalente a nove meses de vendas, sustenta a necessidade de novos lançamentos na cidade.

O mercado imobiliário de Goiânia começou 2026 em ritmo superior ao da média nacional. No primeiro trimestre, as vendas de imóveis novos em empreendimentos verticais cresceram 12,7% na capital, ante avanço de 4,1% no país. Segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-GO), foram 2.882 apartamentos comercializados nos três primeiros meses do ano. O desempenho reforça a leitura de que a cidade combina expansão econômica, crescimento populacional e demanda ainda aquecida por moradia e investimento patrimonial.
Lançamentos antecipam confiança das incorporadoras
A confiança do setor também aparece na oferta. As incorporadoras lançaram 15,8% mais unidades no período, mesmo em um trimestre tradicionalmente mais fraco. Para a Ademi-GO, citada pelo jornal O Popular, a dinâmica tende a se intensificar caso haja continuidade na sequência de cortes na taxa básica de juros.
Algumas instituições já reduziram taxas e passaram a financiar até 90% do valor do imóvel, o que pode ampliar a base de compradores. A valorização de 3,6% no trimestre reforça a percepção de proteção patrimonial em um ano de incertezas.
Habitação social ainda pesa menos em Goiânia
O principal gargalo apontado pelo setor está na aprovação de projetos, especialmente de Habitação de Interesse Social (HIS). Em outras capitais e regiões, essa categoria pode responder por até 56% das unidades lançadas; em Goiânia, a participação é de 26%. A Ademi-GO defende reduzir o prazo de aprovação para até 30 dias, argumentando que maior previsibilidade permitiria acelerar obras, contratações e arrecadação municipal.
MCMV sustenta velocidade de vendas
As incorporadoras também veem no Minha Casa, Minha Vida um vetor importante de liquidez. A FR vendeu 90% das unidades de um empreendimento da faixa 2 lançado em abril e já prepara novo projeto no Jardim Atlântico para o terceiro trimestre, voltado às faixas 3 e 4.
A CMO Construtora relata forte absorção em empreendimento no Alto da Glória, que já alcançou 80% de vendas e valorização do metro quadrado de R$ 11 mil para R$ 12 mil.
O baixo estoque, equivalente a cerca de nove meses de vendas, sustenta a necessidade de novos lançamentos.
*Com informações de O Popular







