Veja o resumo da notícia
- Porto Belo movimentou R$ 2,5 bilhões em vendas de imóveis novos e lançamentos no primeiro semestre de 2026.
- A cidade, com 31 mil habitantes, comercializou 2.850 unidades e liderou o ranking da plataforma Inteligência de Mercado DWV.
- O crescimento populacional de mais de 72% em uma década impulsiona a demanda imobiliária no município.
- Imóveis compactos, com tíquete médio de R$ 875,7 mil, foram responsáveis por mais da metade das vendas.
- O mercado local possui 15.017 imóveis em estoque, avaliados em R$ 17,6 bilhões, com VSO de 16% no semestre.
- O preço médio por metro quadrado das unidades vendidas foi de R$ 14.712, superando a média dos imóveis disponíveis.
- Porto Belo deixou de ser um mercado de veraneio para construir demanda própria, atraindo investidores.
- O próximo ciclo imobiliário será mais seletivo, premiando quem planeja o produto e mantém capacidade financeira.

Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, movimentou R$ 2,5 bilhões em vendas de imóveis novos e lançamentos no primeiro semestre de 2026. Com pouco mais de 31 mil habitantes, a cidade registrou 2.850 unidades comercializadas e liderou o ranking da plataforma Inteligência de Mercado DWV.
O resultado, segundo o ND+, coloca o município à frente de Curitiba, Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú.
Crescimento populacional sustenta demanda
O avanço imobiliário acompanha a transformação recente do município. Em pouco mais de uma década, a população de Porto Belo cresceu mais de 72%, impulsionada por turismo, qualidade de vida e localização estratégica às margens da BR-101. A cidade fica entre Itapema e Bombinhas e tem acesso facilitado aos aeroportos de Navegantes e Florianópolis.
Imóveis compactos puxam liquidez
Apesar do alto volume financeiro, o tíquete médio dos imóveis vendidos foi de R$ 875,7 mil. O valor ficou abaixo dos registrados em Itapema, com R$ 1,29 milhão; Itajaí, com R$ 1,63 milhão; e Balneário Camboriú, com R$ 4,32 milhões.
Segundo o levantamento, a diferença é explicada pelo peso dos imóveis compactos na demanda. Unidades de um dormitório responderam por 1.541 vendas, mais da metade do total do semestre.
Estoque é amplo, mas procura segue aquecida
O mercado local soma 15.017 imóveis novos e lançamentos em estoque, avaliados em R$ 17,6 bilhões. Mesmo com a oferta elevada, a velocidade sobre a oferta (VSO) chegou a 16% nos primeiros seis meses do ano.
As unidades vendidas tiveram preço médio de R$ 14.712 por metro quadrado, cerca de 9,7% acima da média dos imóveis ainda disponíveis, sinal de que compradores aceitaram pagar mais por determinadas localizações e padrões construtivos.
Mercado entra em nova fase
Para Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da incorporadora Poti S/A, Porto Belo deixou de ser um mercado predominantemente local e de veraneio para construir demanda própria. Segundo ele, o crescimento populacional, o turismo e a valorização do corredor litorâneo ampliaram a liquidez, atraíram investidores e criaram condições para valorização de imóveis bem localizados e alinhados à procura.
Próximo ciclo será mais seletivo
O executivo avalia que o volume atual torna o comprador mais seletivo. Com mais de 15 mil unidades em oferta, o próximo ciclo tende a premiar quem interpreta melhor a demanda, planeja o produto e mantém capacidade financeira e operacional até a entrega. A projeção da Poti S/A é que imóveis com essas características alcancem valorização média de 20% nos próximos 12 meses.
*Com informações de ND+







