Veja o resumo da notícia
- Novo modelo de crédito imobiliário, lançado em outubro de 2025, busca reduzir a dependência da caderneta de poupança.
- A expectativa oficial é viabilizar R$ 111 bilhões em 2026, com implementação integral prevista para 2027.
- A Caixa Econômica Federal projeta crescimento de cerca de 10% nos financiamentos habitacionais em 2026, totalizando R$ 250 bilhões.
- O orçamento da Caixa para o SBPE deve alcançar R$ 80 bilhões em 2026, com apoio de R$ 20 bilhões do Fundo Social.
- O Bradesco projeta alta de 15% a 20% nas novas contratações em 2026, mas pede cautela para estimativas de 2027.
- A Abecip revisará para cima sua previsão de 16% para este ano, após crescimento de 23% no primeiro semestre.

O novo modelo de crédito imobiliário sustenta parte do crescimento dos financiamentos para a casa própria em 2026, ainda durante a fase de testes. Lançado pelo governo federal em outubro de 2025, o sistema busca reduzir a dependência da caderneta de poupança, uma das principais fontes de recursos do setor.
A expectativa oficial é viabilizar R$ 111 bilhões no primeiro ano de implementação integral, em 2027, com R$ 52,4 bilhões adicionais em relação ao modelo atual.
Caixa projeta expansão próxima de 10%
A Caixa Econômica Federal estima crescimento de cerca de 10% no volume de financiamentos habitacionais neste ano. O banco trabalha com aproximadamente R$ 250 bilhões em operações e espera encerrar 2026 ligeiramente acima desse patamar.
Para 2027, a projeção é manter nível semelhante. Segundo disse ao Valor Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa, a demanda seguirá elevada com o crescimento do número de domicílios, embora o custo do dinheiro possa limitar o alcance do novo modelo.
SBPE ganha recursos, mas preço segue o mercado
O orçamento da Caixa para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve alcançar cerca de R$ 80 bilhões em 2026, ante aproximadamente R$ 60 bilhões anteriormente. A destinação de R$ 20 bilhões do Fundo Social para a classe média também deve apoiar as operações.
No longo prazo, a instituição prevê maior uso de instrumentos de mercado, sobretudo Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), com a poupança apoiando a transição. O Bradesco, porém, alerta que o financiamento continuará ligado às curvas de juros de longo prazo, mesmo com a liberação de compulsórios.
Setor revê estimativas e pede cautela para 2027
O Bradesco projeta alta de 15% a 20% nas novas contratações para aquisição e construção de imóveis em 2026, mas considera prematura uma estimativa para 2027. O banco cita o cenário de juros longos e o limite de taxa do novo modelo como fatores que podem reduzir o apetite das instituições.
A Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) também revisará para cima sua previsão de 16% para este ano, depois de o crédito imobiliário crescer 23% no primeiro semestre, na comparação anual. Já a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) defende acelerar a liberação dos compulsórios e discutir ampliar o teto de 12% ao ano definido para o novo modelo de crédito.
*Com informações de Valor Econômico







