Veja o resumo da notícia

  • A inadimplência de aluguel no Brasil atingiu 3,22% em maio, um aumento de 0,04 ponto percentual em relação a abril.
  • Contratos residenciais e comerciais de até R$ 1 mil registraram as maiores taxas de inadimplência, com 6,31% e 7,60%, respectivamente.
  • Aluguéis acima de R$ 13 mil também mostraram avanço significativo, com a inadimplência residencial subindo para 6,16% em maio.
  • O Nordeste manteve a maior taxa regional de inadimplência, com 5,39%, enquanto o Sul registrou a menor, com 2,67%.
inadimplência de aluguel
Brastock Images/iStock

A inadimplência de aluguel no Brasil ficou praticamente estável em maio, mas voltou a subir depois de atingir o menor nível em um ano. O Índice de Inadimplência Locatícia, da Superlógica, fechou o mês em 3,22%, alta de 0,04 ponto percentual sobre abril, quando estava em 3,18%. Na comparação com maio de 2025, quando a taxa era de 3,33%, houve queda de 0,11 ponto percentual.

Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, a O Globo, o avanço ainda é pequeno e pode ser lido como oscilação normal em um ambiente econômico instável. Ainda assim, ele afirma que inflação e juros devem seguir no radar em 2026, porque afetam diretamente o orçamento das famílias e a capacidade de pagamento dos inquilinos.

Aluguéis de até R$ 1 mil lideram a inadimplência

A leitura por faixa de preço mostra maior pressão nos contratos de menor valor. No residencial, a inadimplência dos imóveis de até R$ 1 mil passou de 5,56% em abril para 6,31% em maio. No comercial, a taxa subiu de 7% para 7,60%.

Na outra ponta, as menores taxas de inadimplência apareceram nos contratos entre R$ 2 mil e R$ 3 mil: 1,91% no residencial e 3,52% no comercial. O dado reforça a sensibilidade das famílias de menor renda, mas também mostra que o risco não está concentrado apenas na base do mercado.

Contratos acima de R$ 13 mil também acendem alerta

Os aluguéis acima de R$ 13 mil registraram avanço relevante, sobretudo no segmento residencial. A inadimplência nessa faixa subiu 1,64 ponto percentual, de 4,52% em abril para 6,16% em maio. No comercial, passou de 4,43% para 4,90%, alta de 0,47 ponto percentual.

Segundo Gonçalves, esses contratos preocupam imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro de cada atraso. Em geral, quem aluga imóveis acima de R$ 13 mil tem renda familiar superior a R$ 40 mil, mas o perfil costuma incluir empreendedores, comerciantes e empresários, mais expostos à oscilação da atividade econômica.

Nordeste mantém maior taxa regional

Todos os tipos de imóvel tiveram alta em maio. Nas casas, a inadimplência passou de 3,31% para 3,69%; nos apartamentos, de 2,11% para 2,35%; e nos imóveis comerciais, de 4,21% para 4,39%.

Regionalmente, o Nordeste manteve a maior taxa do país, com 5,39%, avanço de 0,41 ponto percentual. O Norte ficou estável em 4,38%. O Sudeste voltou a subir, de 2,94% para 3,15%. Em direção oposta, o Centro-Oeste caiu de 2,97% para 2,85%, enquanto o Sul seguiu com a menor taxa nacional, apesar da leve alta para 2,67%.

*Com informações de O Globo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.