Veja o resumo da notícia
- Incorporadoras ampliam o uso de influenciadores para vender lançamentos e fortalecer a percepção de marca no mercado imobiliário.
- A Benx investiu cerca de R$ 2 milhões em ações com influenciadores no Parque Global, enquanto a Mozak aplicou quase R$ 10 milhões.
- Empresas priorizam influenciadores com afinidade ao público-alvo de cada empreendimento, buscando credibilidade acima da audiência.
- A Mozak utiliza influenciadores para conteúdo em redes sociais e também para assinar elementos da identidade de projetos.
- Microinfluenciadores são empregados para ganhar presença em bairros específicos, gerando engajamento orgânico com potenciais compradores locais.
- No segmento de alto padrão, o conteúdo foca em estilo de vida, arquitetura e história do terreno, em vez de apenas metragem.

As incorporadoras ampliaram o uso de influenciadores para vender lançamentos e reforçar a percepção de marca, mostra reportagem do Metro Quadrado. A estratégia complementa anúncios tradicionais e a atuação de corretores, com foco em públicos que consomem informação por redes sociais.
No Parque Global, da Benx, no Morumbi, as ações com influenciadores já consumiram cerca de R$ 2 milhões desde o relançamento do projeto, em 2020. No Rio de Janeiro, a Mozak calcula quase R$ 10 milhões investidos em parcerias com criadores de conteúdo.
Afinidade importa mais que audiência
A lógica não é contratar apenas quem tem mais seguidores. As empresas buscam perfis capazes de conversar com o comprador de cada empreendimento e de transferir credibilidade para o projeto.
No início, a Benx trabalhou com nomes como Miguel Falabella, Maria Fernanda Cândido e Paulo Zulu. Depois, aproximou a estratégia de influenciadoras com maior aderência ao alto padrão, como Mica Rocha e Carol Celico.
Criadores também assinam identidade de projeto
Na Mozak, há dois tipos de parceria. Alguns influenciadores produzem conteúdo para redes sociais. Outros passam a fazer parte da identidade do empreendimento, como a estilista Lenny Niemeyer e o designer João Incerti, que assinaram elementos de projetos da incorporadora.
A empresa também usa microinfluenciadores, com cerca de 5 mil a 10 mil seguidores, para ganhar presença nos bairros onde pretende lançar. A tese é que a audiência local gera um engajamento mais orgânico e pode alcançar potenciais compradores da região.
Luxo pede roteiro, não só metragem
No alto padrão, o conteúdo raramente começa pela metragem ou pelo número de suítes. O roteiro costuma explorar estilo de vida, arquitetura, história do terreno e repertório cultural em torno do empreendimento.
Nina Kauffmann, que soma 132 mil seguidores, trabalha com incorporadoras desde o lançamento do Ilha Pura, em 2014, e já participou de campanhas da Patrimar, Carvalho Hosken e Mozak. Para Gabriel Mauad, sócio da Mauad, a influência funciona como uma divulgação boca a boca em outra escala.
*Com informações de Metro Quadrado







