Veja o resumo da noticia
- Intenção de compra de imóveis em BH atinge 19% em janeiro/fevereiro de 2026, o maior patamar desde o início da série histórica.
- Aumento da confiança financeira e expectativa de queda nos juros impulsionam o mercado imobiliário na capital mineira.
- Intenção de aluguel também cresce, chegando a 6%, impulsionada pelas taxas de juros ainda elevadas para financiamento.
- Pesquisa revela otimismo financeiro, com 27% dos entrevistados acreditando em melhora nos próximos seis meses.
- Redução no percentual de pessoas sem intenção de comprar, alugar ou vender imóvel, demonstrando aquecimento do mercado.

A intenção de compra de imóveis em Belo Horizonte alcançou 19% no primeiro bimestre de 2026, o maior nível desde o início da série histórica, em novembro de 2024, segundo levantamento da Loft em parceria com a Offerwise. O resultado indica aumento da confiança financeira das famílias e pode impactar o ritmo de vendas e financiamento imobiliário na capital mineira.
Intenção de compra em BH
O índice subiu de 17% no início da série para 19% em janeiro-fevereiro de 2026. No período anterior, outubro-novembro de 2025, estava em 16%. Em março-abril de 2025, também marcou 16%, após 13% em dezembro-janeiro de 2025.
Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o avanço está ligado à melhora na percepção financeira. “As pessoas estão tendo maior segurança para fazer uma aquisição importante como a de um imóvel”, disse ao Diário do Comércio.
O especialista também cita a expectativa de queda da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida como fatores que podem favorecer o crédito imobiliário.
Intenção de aluguel
A intenção de alugar imóveis também cresceu, passando de 4% no fim de 2025 para 6% no primeiro bimestre de 2026. O patamar se aproxima do pico da série, de 7% em dezembro-janeiro de 2025.
Para Takahashi, o movimento simultâneo de alta na compra e locação é incomum. “Em geral, quando um sobe, o outro está estagnado ou descendo, porque um é a substituição do outro. Mas nós estamos nesse momento especial”, afirmou.
Ele explica que, apesar do aumento da confiança, a taxa de juros ainda elevada limita a compra e favorece o aluguel, especialmente entre famílias que dependem de financiamento.
Confiança financeira e decisões de moradia
A pesquisa aponta que 27% dos entrevistados acreditam que sua situação financeira estará melhor nos próximos seis meses, ante 24% na rodada anterior. Já o grupo pessimista caiu de 11% para 10%.
O percentual de pessoas sem intenção de comprar, alugar ou vender imóvel recuou de 68% para 66% no período. Segundo Takahashi, o comportamento é semelhante ao observado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.
“Quando cresce o grupo que acredita em melhora financeira e diminui o grupo pessimista, a tendência é que mais pessoas se sintam confortáveis para tomar decisões de maior porte”, disse o especialista.
*Com informações do Diário do Comércio







