Veja o resumo da notícia
- O crédito imobiliário mais caro e a queda na concessão de financiamentos impulsionam o mercado de reformas no Brasil.
- Levantamento da JoomPro aponta forte alta em categorias ligadas a reformas entre maio de 2025 e maio de 2026.
- Vendas de vasos sanitários e acabamentos para pintura lideram o crescimento, com altas de 232% e 119%, respectivamente.
- O movimento reflete a decisão das famílias de melhorar a moradia atual em vez de adquirir um novo imóvel.
- O programa federal Reforma Casa Brasil ampliou o limite de financiamento para R$ 50 mil, com juros a partir de 0,99% ao mês.
- Reformas podem sustentar segmentos de varejo e serviços, além de influenciar a liquidez futura dos ativos imobiliários.

Com o crédito imobiliário mais caro e a concessão de financiamentos em queda, parte dos brasileiros passou a direcionar recursos para reformar. Levantamento da plataforma B2B JoomPro, que monitora 12 mil anúncios no Mercado Livre, mostra forte alta em categorias ligadas a reforma entre maio de 2025 e maio de 2026. Os dados foram divulgados pela coluna de Lauro Jardim em O Globo. A mudança sugere uma substituição parcial da compra de imóvel por melhorias, modernização e manutenção da moradia atual.
Itens de banheiro e acabamento lideram altas
As vendas de vasos sanitários tiveram o maior avanço no período, com alta de 232%. Na sequência aparecem os acabamentos para pintura, que cresceram 119%. Papel de parede e torneiras para banheiro também registraram expansão, de 56% e 28%, respectivamente.
A composição das categorias indica que o movimento não se limita a grandes obras, mas inclui intervenções de acabamento, renovação de ambientes e melhorias pontuais. As ações podem ter impacto direto na percepção de valor do imóvel.
Crédito mais restrito muda decisão das famílias
O avanço das reformas ocorre em um contexto de perda de fôlego no financiamento habitacional tradicional. Segundo a Abecip, os financiamentos com recursos da poupança recuaram 20% em número de unidades e 18% em volume financeiro.
Com juros mais altos, parcelas maiores e critérios mais restritivos, a decisão de trocar de imóvel fica mais difícil para parte das famílias. Reformar passa a ser uma alternativa mais acessível para adequar o espaço às necessidades atuais sem assumir uma dívida imobiliária de longo prazo.
Programa federal amplia limite de financiamento
O cenário também foi acompanhado por mudanças no Reforma Casa Brasil. O governo ampliou o limite de financiamento de R$ 30 mil para R$ 50 mil por família, com juros a partir de 0,99% ao mês. O prazo para pagamento é de até seis anos.
A medida pode ampliar a demanda por materiais de construção e serviços de reforma, principalmente entre famílias que precisam adaptar, conservar ou melhorar o imóvel, mas não conseguem acessar ou não desejam contratar financiamento para compra.
Mercado de reforma sustenta varejo e serviços
O movimento reforça a importância de acompanhar não apenas lançamentos, vendas e crédito para aquisição, mas o ciclo de permanência nos imóveis.
Em momentos de financiamento mais caro, reformas podem sustentar segmentos de varejo, serviços e pequenas obras, além de influenciar a liquidez futura dos ativos. Melhorias em banheiro, pintura e acabamento podem aumentar atratividade para venda ou locação quando o ciclo de crédito voltar a melhorar.
*Com informações de O Globo







