Veja o resumo da notícia
- A Prefeitura de São Paulo liberou R$ 200 milhões adicionais para reformas de prédios antigos no Centro, com inscrições até outubro de 2026.
- O programa pode cobrir até 25% do custo elegível da obra, com um plano total de aportes de até R$ 1 bilhão.
- A adesão nos três primeiros chamamentos foi de R$ 67,5 milhões para 31 empreendimentos, de um total de R$ 400 milhões disponibilizados.
- Projetos de Habitação de Interesse Popular (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) podem buscar apoio em toda a Área de Intervenção Urbana do Setor Central.
- A subvenção é liberada em parcelas, exigindo a preservação da categoria de uso por dez anos e o atendimento a critérios de sustentabilidade.
- Projetos de habitação social, imóveis tombados e certificações ambientais recebem pontuação extra, admitindo também unidades térreas culturais.
- O incentivo complementa o Requalifica Centro, que já autorizou 36.735 novas unidades habitacionais na região entre 2021 e 2025.

A Prefeitura de São Paulo abriu mais R$ 200 milhões para proprietários e investidores interessados em reformar prédios antigos no Centro. O quarto chamamento da Subvenção Econômica recebe inscrições de 15 de agosto a 13 de outubro de 2026 pelo Portal de Processos municipal. O programa pode pagar, a fundo perdido, até 25% do custo elegível da obra. O plano completo prevê aportes de até R$ 1 bilhão, noticia a Exame.
Adesão ainda está abaixo dos recursos ofertados
Nos três primeiros chamamentos, lançados entre 2023 e 2025, 31 empreendimentos foram selecionados e receberam cerca de R$ 67,5 milhões, diante dos R$ 400 milhões disponibilizados. Ao mesmo tempo, a prefeitura contabiliza 50 edifícios no universo do Requalifica Centro e da Subvenção Econômica, com 5.238 moradias. Desse total, 15 prédios já concluíram as obras e obtiveram o certificado municipal.
Moradia popular ganha perímetro maior
A nova rodada permite que projetos exclusivamente destinados a Habitação de Interesse Popular (HIS) 1 e 2 ou Habitação de Mercado Popular (HMP) busquem apoio em toda a Área de Intervenção Urbana do Setor Central. O perímetro de 2.780 hectares inclui Sé, República, Brás, Bom Retiro e Pari, além de partes da Bela Vista, Santa Cecília e Liberdade.
Dos R$ 1 bilhão previstos, 60% estão reservados a HIS-1 e HIS-2, para famílias com renda de até seis salários mínimos; 15% vão para HMP, para até dez salários mínimos; 15% para outras faixas de moradia; e 10% para usos não residenciais.
Pagamento depende do avanço e das contrapartidas
A subvenção é liberada em parcelas, conforme a execução da obra e o cumprimento do acordo com o município. O empreendedor deve preservar a categoria de uso por pelo menos dez anos e atender a critérios de sustentabilidade.
Projetos de habitação social, imóveis tombados, fachada ativa, circulação pública, reúso de água, calçadas permeáveis e certificações ambientais ganham pontos. O edital também passa a admitir unidades térreas destinadas a atividades culturais, como cinema, música, dança e teatro.
Retrofit também conquistou empresas
O incentivo complementa o Requalifica Centro, criado em 2021 com benefícios fiscais e urbanísticos. Empresas especializadas já ampliam a presença na região. A Citas investiu mais de R$ 100 milhões em aquisições e retrofits, mantém três prédios em operação, quatro em obras e cerca de 800 unidades sob gestão, com meta de chegar a 1.200 em 2027.
Entre 2021 e 2025, a Prefeitura de São Paulo autorizou 36.735 novas unidades habitacionais no Centro. A estratégia combina moradia, comércio, cultura e serviços para reativar edifícios e aumentar a circulação na região, já servida por infraestrutura de transporte.
Com informações de Exame








