Veja o resumo da notícia

  • Vendas de apartamentos de alto padrão e luxo em São Paulo caíram 39% no primeiro semestre de 2026, com lançamentos recuando 53%.
  • A consultoria Brain Inteligência Imobiliária aponta que o mercado atingiu limite de absorção após dobra de volume lançado em cinco anos.
  • A abundância de projetos enfraqueceu a percepção de exclusividade, um argumento comercial chave para o segmento de luxo.
  • Preços médios avançaram, chegando a R$ 2,9 milhões no alto padrão e R$ 10,8 milhões no luxo, exigindo diferenciais na disputa por clientes.
  • Juros elevados e incertezas econômicas alongam a decisão de compra, com parte dos compradores preferindo manter capital investido.
  • Incorporadoras como Even e Benx ajustam estratégias, reduzindo lançamentos ou adiando compras de terrenos para evitar acúmulo.
  • Apesar da desaceleração, o estoque atual é considerado administrável, equivalente a 18 meses de vendas, segundo a Brain.
  • A reação das incorporadoras tem sido reduzir a oferta para evitar estoque excessivo, embora a procura em projetos específicos se mantenha.
imóveis de luxo em São Paulo
Alfribeiro/iStock

As vendas de apartamentos de alto padrão e luxo na cidade de São Paulo recuaram 39% no primeiro semestre de 2026. Os lançamentos caíram 53% no mesmo período, segundo pesquisa da Brain Inteligência Imobiliária. No segundo trimestre, a queda das vendas também chegou a 53%.

O movimento sucede o recorde de lançamentos e vendas de 2025, segundo reportagem do Estadão. Para a consultoria, o mercado atingiu um limite de absorção depois de as incorporadoras dobrarem o volume lançado nos últimos cinco anos.

Oferta reduz a percepção de exclusividade

A abundância de projetos enfraqueceu um dos principais argumentos comerciais do segmento: a escassez. Nos Jardins e no Itaim, compradores encontram mais alternativas e comparam três ou quatro empreendimentos antes de decidir.

Os preços médios, ao mesmo tempo, avançaram. No alto padrão, chegaram a R$ 2,9 milhões, alta anual de 47%. No luxo, alcançaram R$ 10,8 milhões, avanço de 24%. Como esse público compra mais por desejo do que por necessidade, localização, planta, serviços e força da marca ganharam peso na disputa pelo cliente.

Juros alongam a decisão de compra

A renda elevada não elimina o impacto dos juros. Com aplicações financeiras mais atraentes, parte dos compradores prefere manter o capital investido. Incertezas econômicas e políticas também ampliam a cautela.

Na Even, o ciclo entre visita, negociação e assinatura passou a levar cerca de 90 dias. A incorporadora reduziu lançamentos, enquanto a Benx manteve os projetos programados, mas adiou algumas compras de terrenos.

Estoque ainda não caracteriza crise

Apesar da desaceleração, a Brain calcula estoque equivalente a 18 meses de vendas, nível considerado administrável. Dados do Secovi-SP mostram 19,6 meses para imóveis de 86 m² a 130 m², 20 meses para unidades de 131 m² a 180 m² e 21 meses acima de 180 m². A média histórica desses segmentos varia de 12 a 13 meses.

O quadro exige monitoramento, mas não é uniforme. JHSF e Construtora Adolpho Lindenberg relataram boa procura em projetos específicos. A reação mais ampla das incorporadoras tem sido reduzir a oferta para evitar acúmulo excessivo de estoque.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.