Veja o resumo da noticia

  • Crescimento previsto para a construção civil em 2026 impulsionado pela queda dos juros e expansão do setor, com expectativa de expansão.
  • Redução da taxa Selic, investimentos no Minha Casa, Minha Vida e orçamento do FGTS como fatores positivos para o setor da construção.
  • Investimentos em infraestrutura, majoritariamente privados, têm sustentado o crescimento da construção nos últimos anos, com alta expressiva.
  • Carga tributária elevada, escassez de mão de obra qualificada e alto custo do trabalho são desafios que o setor da construção enfrenta.
  • Custos da construção aumentaram, impactados pela elevação nos custos com mão de obra devido à menor taxa de desemprego.
  • Setor da construção apresentou saldo positivo na geração de empregos, com destaque para o estado de São Paulo e desafios em Minas Gerais.
construção civil
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/iStock

O setor da construção civil prevê um crescimento de 2% em 2026, após um desempenho de 1,3% em 2025. A projeção é feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), com olhos na queda dos juros neste ano.

Caso o setor atinja a expectativa, 2026 será o terceiro ano consecutivo de expansão, mesmo que inferior aos 4,2% registrados em 2024, segundo dados da Cbic.

Juros menores e novos financiamentos

A possível redução da taxa Selic, nos próximos meses – que poderia chegar a 12% – é a principal esperança do setor. Além disso, estão no foco investimentos crescentes do programa Minha Casa, Minha Vida e o novo modelo de crédito habitacional voltado para a classe média.

Outra perspectiva positiva vem do orçamento recorde para ações financiadas pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A continuidade dos investimentos em infraestrutura também estão na conta. Só no ano passado, atingiram R$ 280 bilhões84% de origem privada.

Segundo Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Cbic, os investimentos em infraestrutura têm sido crucial para sustentar parte do crescimento da construção nos últimos anos. Em relação a 2024, houve alta de 3% na injeção de dinheiro para obras.

Desafios do setor

Apesar do cenário otimista, o setor ainda enfrenta entraves significativos. Pesquisa “Sondagem da Construção”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Cbic aponta a carga tributária elevada como uma delas. Além disso, a escassez de mão de obra qualificada e o impacto do alto custo do trabalho pesam para o setor.

Em 2025, mesmo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrando o ano em 4,26%, os custos de construção, medidos pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), avançaram 5,92%. O destaque foi o aumento de 8,98% nos custos com mão de obra, pressionado pela menor taxa de desemprego da história, que fechou o ano em 5,1%.

Mercado de trabalho aquecido

O saldo de empregos da construção foi positivo em 2025. Fora 87.878 novas vagas formais abertas – elevando para 2,9 milhões o total de trabalhadores no setor. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.476,70, acima da média nacional de R$ 2.294,62.

São Paulo foi o estado que mais gerou empregos na área, principalmente nos serviços especializados. Por outro lado, Minas Gerais apresentou o pior saldo, com a perda de mais de 6 mil postos, refletindo atrasos em obras de infraestrutura.

*Com informações de Folha de S.Paulo

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)