Veja o resumo da notícia
- Lucro líquido da Cyrela no 4º trimestre tem alta de 37%, impulsionado pelo aumento da receita líquida em 29%, atingindo R$ 3,2 bilhões.
- A margem bruta da incorporadora apresentou leve crescimento, chegando a 32,3%, enquanto as despesas comerciais e administrativas aumentaram.
- Houve retração nos lançamentos e nas vendas contratadas no trimestre, impactando negativamente o fluxo de caixa da empresa.
- A dívida líquida ajustada da Cyrela apresentou um aumento significativo em relação ao ano anterior, elevando a relação dívida/patrimônio.
- No acumulado de 2025, a Cyrela registrou crescimento no lucro líquido e na receita, impulsionados pelo aumento nos lançamentos.
- Apesar do aumento nos lançamentos em 2025, as vendas apresentaram leve queda, resultando em um recuo no índice de venda sobre oferta.

A Cyrela fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 682 milhões, alta de 37% sobre o mesmo período de 2024. A receita líquida cresceu 29%, para R$ 3,2 bilhões. Os dados mostram avanço de rentabilidade, mas com retração em lançamentos, vendas e geração de caixa no período.
Resultado da Cyrela no 4º trimestre
A margem bruta da incorporadora atingiu 32,3%, ante 31,9% no fim de 2024. A margem bruta ajustada ficou em 33,7%, alta de 0,4 ponto percentual.
As despesas comerciais cresceram 46%, para R$ 274 milhões. As despesas gerais e administrativas avançaram 16%, para R$ 140 milhões.
No trimestre, os lançamentos recuaram 32%, para R$ 3,3 bilhões, e as vendas contratadas caíram 33%, para R$ 2,37 bilhões. Os valores consideram apenas a participação da Cyrela nos projetos.
Houve queima de caixa de R$ 38 milhões no trimestre, ante geração de R$ 61 milhões no quarto período de 2024.
Dívida, lançamentos e vendas em 2025
A dívida líquida ajustada fechou em R$ 2,3 bilhões, alta de 135% em relação a um ano antes. A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido ajustado ficou em 21,5%, ante 10,3% no mesmo período anterior.
No acumulado de 2025, a Cyrela registrou lucro líquido de R$ 2 bilhões, crescimento de 22% sobre 2024. A receita avançou 18%, para R$ 9,4 bilhões.
Os lançamentos subiram 35% nos 12 meses, para R$ 13 bilhões em valor geral de vendas (VGV) potencial. As vendas caíram 1%, para R$ 9,18 bilhões. O índice de venda sobre oferta (VSO) recuou 9,8 pontos, para 45,2%. A geração de caixa somou R$ 65 milhões, queda de 75% sobre 2024.
*Com informações do Valor







