Veja o resumo da notícia

  • A recuperação dos escritórios de alto padrão em São Paulo tem caráter estrutural, com empresas valorizando o espaço presencial.
  • A absorção bruta do segmento atingiu 352 mil metros quadrados em 2025, marcando um recorde histórico.
  • A procura por escritórios favorece edifícios modernos, conectados ao transporte público e em polos corporativos consolidados.
  • A retomada dos escritórios também valoriza o mercado residencial próximo aos centros empresariais, com foco em tempo de deslocamento e qualidade de vida.
  • A integração entre moradia, trabalho e comércio trouxe desafios às fachadas ativas, exigindo projetos específicos para o varejo.
  • Apesar da demanda, o custo do capital mantém investidores cautelosos, impulsionando operações com cotas de fundos imobiliários.
escritórios de alto padrão em São Paulo
Pedro Truffi/iStock

A recuperação dos escritórios de alto padrão em São Paulo ganhou caráter estrutural, segundo Julia Arruda Botelho, CEO da Matchpoint. O trabalho híbrido permanece, mas as empresas voltaram a tratar o espaço presencial como parte da cultura, da convivência e da atração de profissionais. Em 2025, a absorção bruta do segmento chegou a 352 mil metros quadrados, recorde histórico apontado pela Colliers e noticiado pelaTimes Brasil.

Qualidade e localização definem a procura

O movimento favorece edifícios modernos, conectados ao transporte público e situados em polos corporativos consolidados. Faria Lima, Itaim, Pinheiros e Paulista registram valorização e alta de preços.

O desempenho, porém, não se distribui de maneira uniforme. Ativos com acessos ruins, especificações técnicas inferiores ou localização menos competitiva continuam enfrentando maior dificuldade de ocupação.

Moradia próxima ao trabalho também se valoriza

A retomada dos escritórios afeta o mercado residencial no entorno dos centros empresariais. Executivos passaram a atribuir mais peso ao tempo de deslocamento e à qualidade de vida ao escolher onde morar.

Com isso, bairros próximos aos principais eixos de emprego ganham demanda. A valorização depende da combinação entre endereço, mobilidade e qualidade do imóvel.

Fachadas ativas exigem projeto específico

A integração entre moradia, trabalho e comércio trouxe desafios às fachadas ativas. Lojas no térreo podem reforçar a vida urbana, mas parte desses espaços foi construída sem considerar fluxo de clientes, estacionamento, exaustão e outras exigências do varejo.

Essa falha de planejamento ajuda a explicar a vacância em alguns empreendimentos e mostra que reservar uma área comercial, por si só, não garante ocupação.

Juros limitam o apetite por novos negócios

Apesar da demanda por bons escritórios, o custo do capital mantém investidores cautelosos. Nesse ambiente, cresceram operações estruturadas com cotas de fundos imobiliários, inclusive na transferência de ativos familiares.

A leitura da Matchpoint é que ainda há oportunidades em edifícios corporativos, mas a seleção precisa considerar qualidade, localização e capacidade de atender às novas exigências dos ocupantes.

*Com informações de Times Brasil | CNBC

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.