Veja o resumo da notícia

  • O programa Minha Casa, Minha Vida representou 58% dos imóveis residenciais lançados no Brasil no segundo trimestre de 2026.
  • As vendas de imóveis do MCMV também superaram a metade do total, atingindo 51% no mesmo período.
  • Novas faixas de renda e limites de preço ampliaram o alcance do programa habitacional.
  • Incorporadoras ajustaram suas estratégias, passando a atuar no segmento econômico devido à retração do médio e alto padrão.
  • O estoque nacional do MCMV cresceu 23% anualmente, alcançando 137,1 mil unidades, mas segue enxuto.
MCMV lançamentos de imóveis
goncharovaia/iStock

O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 58% dos imóveis residenciais lançados no Brasil no segundo trimestre de 2026, noticia o Estadão. Foi a maior participação desde o início da série da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2019. Das 107.161 unidades lançadas no período, 62.129 estavam enquadradas no programa. No primeiro trimestre, essa fatia havia sido de 50%.

Vendas também passam da metade

Entre abril e junho, o Brasil vendeu 113.676 imóveis residenciais novos. Desse total, 58.392 pertenciam ao MCMV, o equivalente a 51%. No primeiro semestre, as vendas de todos os padrões chegaram a 226.536 unidades, avanço de 5,4% sobre igual período de 2025. Já os lançamentos ficaram praticamente estáveis, com recuo de 0,3%.

Crédito amplia o mercado atendido

O programa ganhou alcance com novas faixas de renda, limites de preço e condições de financiamento. Pelas regras atualizadas do Ministério das Cidades, famílias urbanas com renda mensal de até R$ 13 mil podem acessar a linha financiada. Na modalidade classe média, o imóvel pode custar até R$ 600 mil. As taxas nominais variam conforme renda, região e vínculo com o FGTS, partindo de 4% e chegando a 10% ao ano.

Incorporadoras ajustam estratégia

O avanço também reflete a retração do médio e médio-alto padrão, mais sensível ao crédito caro. Empresas como Trisul, Eztec, Lavvi, Melnick, Moura Dubeux e Tecnisa passaram a atuar no programa habitacional. A REM estreia no segmento em setembro com 513 apartamentos no Alto da Lapa e planeja um condomínio de 2,5 mil unidades no Jaguaré. A ADN prepara para 2027 um projeto de 700 apartamentos na Água Branca.

Estoque cresce, mas segue enxuto

O estoque nacional do MCMV alcançou 137,1 mil unidades, alta anual de 23%, mas suficiente para cerca de 7,6 meses no ritmo atual de vendas. Em São Paulo, havia 52,8 mil unidades, 58% mais que um ano antes e equivalentes a oito meses de comercialização. O cenário combina demanda forte com a necessidade de escala e eficiência, já que as margens do segmento econômico costumam ser mais apertadas.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.