Veja o resumo da notícia

  • O modelo multifamily, onde investidores alugam unidades de um edifício sob gestão centralizada, prevê expansão de 20% no Brasil.
  • Levantamento da SiiLA aponta 14.283 unidades em 119 empreendimentos institucionais, com 4.781 unidades em pipeline.
  • São Paulo concentra 85% da oferta, com 12.088 unidades, focando em alta renda e contratos flexíveis.
  • Operadoras como Greystar buscam expandir para a classe média, visando 10 mil unidades até 2030.
  • A rentabilidade do multifamily depende do planejamento do imóvel, incluindo plantas, áreas comuns e custos de manutenção.
multifamily no Brasil
elxeneize/iStock

O multifamily é um modelo em que os investidores mantêm a propriedade do edifício e alugam suas unidades sob uma gestão centralizada. A receita vem dos contratos de locação e da eventual valorização do ativo. Para o morador, processos como contratação, manutenção e serviços podem ficar com um só interlocutor. O formato ainda é pequeno no Brasil, mas há previsão de expansão de 20% no próximo ano.

Levantamento da SiiLA citado pela Forbes contabiliza 14.283 unidades em 119 empreendimentos institucionais, em nove cidades, no segundo trimestre de 2026. Outras 4.781 unidades estão no pipeline, das quais 3.109 previstas para os 12 meses seguintes.

São Paulo concentra a oferta

A capital paulista reúne 12.088 unidades do estoque monitorado, cerca de 85% do total. O início do modelo se apoiou na alta renda e em contratos flexíveis. A JFL, por exemplo, opera cinco edifícios na cidade, com aproximadamente 600 apartamentos, aluguel médio em torno de R$ 43 mil mensais e estadias a partir de um mês. O produto combina imóvel mobiliado e serviços, atendendo executivos, expatriados e famílias em transição de moradia.

Operadores buscam escala em outro público

A Greystar administra cerca de 3.600 unidades no Brasil e pretende superar 5 mil até o fim de 2027, chegar a 7 mil em 2028 e a 10 mil em 2030, segundo seu diretor-geral no país, Vitor Costa. A empresa entrou no mercado brasileiro em 2020, em parceria com CPP Investments e Cyrela. A aposta é atrair moradores que valorizam localização, conveniência e manutenção centralizada, mas encontram barreiras para comprar. Gustavo Favaron, CEO global do GRI, vê a classe média como o principal vetor potencial de crescimento.

Desenho e operação definem a rentabilidade

Expandir o multifamily exige planejar o imóvel para a fase de locação: plantas, áreas comuns, custos de manutenção, giro de moradores e taxa de ocupação afetam o retorno. A AW Realty desenvolve empreendimentos sob medida para operadores e já fez projetos destinados à JFL e à Brookfield. O avanço também depende de capital paciente e de transações entre investidores.

*Com informações de Forbes

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.