Veja o resumo da noticia

  • Novas regras do Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, ampliaram as restrições de altura para prédios em 15 cidades metropolitanas.
  • A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a taxa de exigência para abertura de processos de autorização permaneceu estável.
  • O limite de 45 metros acima do aeroporto passou de um raio de 2,5 km para 3,5 km, afetando obras que ultrapassem 828 metros acima do nível do mar.
  • A Prefeitura de São Paulo criticou a revisão, alegando impacto para áreas importantes para o crescimento da cidade.
  • A Abrainc estima que as novas regras alcancem cerca de 90% dos empreendimentos previstos na capital, equivalentes a R$ 85 bilhões em vendas.
  • Estudo da Abrainc e Secovi-SP calcula espera de ao menos três meses para análises de novos arranha-céus, gerando custo de até R$ 2,7 bilhões anuais.
regras do Campo de Marte
Infraero

Desde o início de 2026, novas regras ligadas ao Aeroporto Campo de Marte ampliaram as restrições de altura para prédios em São Paulo e 15 cidades metropolitanas. A medida importa ao setor porque pode elevar prazos e custos de projetos imobiliários.

Campo de Marte amplia restrição para novos prédios

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), entre julho e 15 de dezembro de 2025, houve 6.399 pedidos de autorização. Desse total, 12% passaram por análise aprofundada.

Entre 16 de dezembro de 2025 e 30 de junho de 2026, foram 8.187 solicitações, com 13% encaminhadas à avaliação mais criteriosa do Comando da Aeronáutica (Comaer).

“A taxa de exigência para a abertura de processos permaneceu praticamente estável. Isso evidencia a atuação técnica e criteriosa na análise das demandas”, informou a FAB ao Estadão.

Com as novas regras, o limite de 45 metros acima do aeroporto passou de um raio de 2,5 km para 3,5 km. Obras em um raio de 20 km que ultrapassem 828 metros acima do nível do mar também precisam de avaliação.

As mudanças seguem uma mudança operacional dos voos que ainda será implementada. Hoje, os pousos e decolagens só acontecem quando há condições visuais para os pilotos. A nova regra autoriza voo por instrumentos, o que permite voos mesmo em clima desfavorável.

A Prefeitura de São Paulo tem criticado a revisão, alegando impacto para áreas importantes para o crescimento da cidade.

Mercado imobiliário teme impacto no licenciamento

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) estima que o raio de 20 km alcance cerca de 90% dos empreendimentos previstos na capital no ano, equivalentes a R$ 85 bilhões em vendas.

Estudo da Abrainc e do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) calcula espera de ao menos três meses para análises de novos arranha-céus.

Segundo as entidades, esse prazo pode gerar custo de R$ 2,4 bilhões a R$ 2,7 bilhões por ano, considerando juros sobre capital imobilizado.

*Com informações do Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.