Veja o resumo da notícia
- Moura Dubeux registra aumento significativo no lucro líquido, impulsionado pelo crescimento de lançamentos e vendas em 2025.
- EBITDA ajustado e receita líquida da Moura Dubeux apresentam forte expansão, refletindo o sucesso do modelo de condomínio de construção.
- Lavvi reporta lucro líquido expressivo no ano, mas enfrenta recuo no resultado do quarto trimestre devido ao aumento das despesas.
- Plano&Plano alcança receita líquida recorde, mas o resultado financeiro é impactado negativamente pelo aumento dos gastos.

A Moura Dubeux registrou lucro líquido de R$ 420 milhões, alta de 67,4%, com crescimento de lançamentos e vendas. A Lavvi teve lucro de R$ 414,1 milhões no ano, mas apresentou recuo de 13% no resultado do quarto trimestre, com alta de despesas. Já a Plano&Plano encerrou o ano com lucro de R$ 362 milhões e receita líquida recorde de R$ 3,28 bilhões, mas resultado financeiro negativo por causa do aumento dos gastos.
Moura Dubeux amplia lançamentos e lucro
A Moura Dubeux encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 420 milhões, crescimento de 67,4% em relação a 2024. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 111,9 milhões, alta de 148,9% na comparação com o mesmo período anterior.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 489,9 milhões em 2025, avanço de 69,8%, com margem de 20,8%. A margem líquida chegou a 17,8% no acumulado do ano, acima dos 16% registrados em 2024.
A receita líquida atingiu R$ 2,36 bilhões no ano, avanço de 50,1%. No quarto trimestre, somou R$ 704,7 milhões. O bom desempenho foi atribuído ao modelo de condomínio de construção, em que não há intermediação financeira de incorporadora.
As vendas líquidas somaram R$ 3,51 bilhões no ano, alta de 47%. No quarto trimestre, foram R$ 698 milhões, avanço de 34,1%. Os distratos representaram 6,9% das vendas brutas, queda de 1,7 ponto percentual – o que sugere uma melhora na qualidade das vendas.
Já o indicador de venda sobre oferta (VSO) ficou em 51,7% nos últimos 12 meses, 1,7 ponto menor do que no ano anterior.
Os lançamentos totalizaram R$ 4,59 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) líquido em 2025, crescimento de 80,7%, distribuídos em 17 projetos. A empresa encerrou o ano com dívida líquida de R$ 324 milhões, equivalente a 21,4% do patrimônio líquido, e distribuiu mais de R$ 351 milhões em dividendos.
Ao fim de 2025, a Moura Dubeaux tinha o ano com 61 projetos em andamento e mais de 14 mil unidades em desenvolvimento. O banco de terrenos alcançou R$ 10,9 bilhões em VGV potencial.
Entre os movimentos estratégicos da companhia estão a criação da Ún1ca, voltada ao segmento econômico, e uma joint venture com a Direcional para atuação em habitação popular no Nordeste. Hoje, o foco da empresa são segmentos de maior renda.
Lavvi registra queda no lucro do trimestre
A Lavvi encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 104,6 milhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2024.
A receita líquida do trimestre foi de R$ 539,1 milhões, recuo de 8%. No acumulado de 2025, a empresa registrou lucro de R$ 414,1 milhões e receita de R$ 1,76 bilhão.
O Ebitda do trimestre somou R$ 129,4 milhões, queda de 21%, com margem de 24,4%. Foi um recuo de 3,4 pontos na comparação anual.
As despesas operacionais chegaram a R$ 49,4 milhões, alta de 19%. O resultado financeiro ficou positivo em R$ 10,4 milhões, piora de 11% em relação ao ano anterior.
No quarto trimestre, a companhia realizou quatro lançamentos que somaram R$ 1,8 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) considerando 100% dos empreendimentos. Dois projetos são de alto padrão e dois voltados ao segmento econômico.
Ao final de dezembro, a dívida líquida era de R$ 393,5 milhões, ante R$ 73,9 milhões no final de setembro. O aumento está relacionado às despesas financeiras de notas comerciais e à maior captação de financiamento à produção pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Plano&Plano tem receita recorde em 2025
A Plano&Plano registrou lucro líquido de R$ 133,4 milhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 52,3% na comparação anual. A receita líquida no trimestre foi de R$ 1,07 bilhão, alta de 59,9%.
No acumulado de 2025, o lucro líquido foi de R$ 362 milhões, avanço de 5,3%. A receita líquida foi recorde, alcançando R$ 3,28 bilhões, alta de 26,7%.
Os custos dos imóveis vendidos e dos serviços prestados totalizaram R$ 765,9 milhões no quarto trimestre, aumento de 70,1%. O lucro bruto foi de R$ 309,3 milhões, alta de 39,1%.
As despesas operacionais somaram R$ 139 milhões, crescimento de 32,2%, com impacto no resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 1,3 milhão.
O Ebitda da companhia atingiu R$ 176,6 milhões no ano, avanço de 46,1%.
A empresa encerrou dezembro com caixa líquido de R$ 5 milhões, após registrar dívida de R$ 90,9 milhões no fim de setembro.







