Veja o resumo da notícia
- O mercado de seguro-fiança locatícia arrecadou R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 30,6%.
- A modalidade movimentou R$ 2 bilhões em 2025, quase quatro vezes o valor registrado em 2019.
- A parcela da população em domicílios alugados passou de 12,6% em 2000 para 20,9% em 2022.
- O seguro-fiança garante ao proprietário o recebimento de aluguéis em caso de inadimplência do inquilino.
- Em São Paulo, o seguro-fiança lidera os contratos de locação, presente em 36,5% das transações.

O mercado de seguro-fiança locatícia manteve forte expansão em 2026. A arrecadação das seguradoras alcançou R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre, alta de 30,6% sobre igual período de 2025, segundo dados citados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). As indenizações cresceram 31,1%, para R$ 380,3 milhões. Em 2025, a modalidade havia movimentado R$ 2 bilhões, quase quatro vezes os R$ 510 milhões registrados em 2019.
Mais brasileiros vivem de aluguel
O crescimento acompanha a ampliação do mercado de locação. Dados do IBGE mostram que a parcela da população em domicílios alugados passou de cerca de 12,6% em 2000 para 20,9% em 2022. No último Censo, eram 42,2 milhões de pessoas em 16,1 milhões de domicílios alugados. Juros elevados e a busca por flexibilidade ajudam a explicar a procura por esse tipo de moradia.
Garantia profissional substitui o fiador
O seguro-fiança garante ao proprietário o recebimento de aluguéis e encargos cobertos em caso de inadimplência. Para o inquilino, elimina a necessidade de pedir a parentes ou amigos que assumam o papel de fiador. A procura tende a ser maior nos grandes centros, onde as relações de locação são mais profissionalizadas. Segundo o Creci-SP, o custo costuma ficar em torno de 1,5 aluguel por ano.
Modalidade lidera contratos em São Paulo
Em pesquisa do Creci-SP realizada em julho, o seguro-fiança apareceu em 36,5% dos contratos de casas e apartamentos na capital paulista. O depósito-caução respondeu por 28,2%, o fiador por 22,9% e o título de capitalização por 5,5%.
*Com informações de Valor Econômico







