Veja o resumo da notícia

  • Transações de imóveis comerciais no Brasil registram recorde de R$ 13,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, impulsionadas por shopping centers.
  • Investidores priorizam ativos com renda contratada, evidenciando um forte apetite por shopping centers de diversas classes.
  • Além dos shoppings, os segmentos de logística e escritórios também apresentaram volumes expressivos de negociação.
  • Preço médio de lajes corporativas atinge R$ 14.326 por metro quadrado, o mais alto entre os setores analisados no período.
  • Queda da taxa de juros deve aquecer a demanda por lajes maiores, com destaque para as regiões da Chucri Zaidan.
Transações de imóveis comerciais
Imagem: Cristian Lourenço

As transações de imóveis comerciais no Brasil atingiram um recorde histórico no quarto trimestre de 2025. Dados da Cushman & Wakefield revelam que os negócios movimentaram R$ 13,9 bilhões, o maior volume já registrado para um único trimestre desde o início da série histórica da consultoria, em 2020.

O segmento de shopping centers foi o principal destaque, com 16 transações realizadas no trimestre, somando R$ 5,5 bilhões. Entre os negócios mais relevantes, estão a venda do Midway Mall e a conclusão de uma operação de R$ 1,6 bilhão entre o fundo imobiliário XP Malls e a gestora Riza Asset.

Segundo o levantamento, esse interesse é liderado por investidores que preferem ativos com renda já contratada para minimizar os riscos operacionais. Segundo Dennys Andrade, head de inteligência de mercado da Cushman, o apetite por shopping centers deve seguir em alta em 2026.

“Há um momentum com malls, como ocorre quando uma ação está crescendo e todos começam a investir nela”, afirmou em entrevista ao Metro Quadrado. Esse cenário inclui tanto empreendimentos de classe A quanto de classes B e C, além de portfólios inteiros.

Logística e escritórios também aquecem o mercado

Além dos shoppings, os segmentos de logística e escritórios também movimentaram volumes significativos no último trimestre de 2025, registrando R$ 5,3 bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente.

O preço médio das transações de lajes corporativas, por exemplo, alcançou R$ 14.326 por metro quadrado. O valor é o mais alto dentre os setores analisados, mantendo-se em linha com períodos anteriores.

A queda da taxa de juros – esperada para este ano – deve impulsionar a demanda por lajes maiores, prevê a Cushman. Os principais mercados promissores são as regiões da Avenida Chucri Zaidan e Chácara Santo Antônio, onde ainda há espaço disponível para novos negócios.

“A Faria Lima não tem mais espaço e uma demanda estrutural que não é atendida, enquanto na Paulista há prédios mais antigos e dificilmente veremos novos lançamentos”, explicou Andrade.

A expectativa é de que o mercado imobiliário comercial se fortaleça ainda mais, impulsionado pela tendência de investidores interessados em ativos premium e consolidados.

*Com informações de Metro Quadrado

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)