juros altos
Imagem: Rmcarvalho/iStock

O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Renato Correia, defende que a “fase negativa” dos juros altos da economia brasileira seja a mais breve possível.

Em entrevista à CNN Brasil, o dirigente apontou que o setor da construção civil sofre forte impacto da política monetária restritiva, com Selic a 15% ao ano, por depender de grandes volumes de crédito. Mas os juros altos também afetam diversos outros setores da economia, o que é negativo para o país.

“Realmente a taxa de juros é um fato muito negativo para a economia como um todo. Precisa ser uma fase mais breve possível, é isso que a gente deseja”, afirmou Correia.

A próxima reunião do Conselho de Política Monetária (COPOM) do Banco Central está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro. O consenso do mercado aponta uma redução da taxa básica de juros em 2026, porém há uma expectativa de que o corte da Selic possa vir ainda este ano.

Políticas públicas ajudam a manter atividade estável apesar da Selic

Apesar do cenário adverso, algumas políticas públicas federais têm ajudado a manter a atividade relativamente estável, segundo o dirigente da CBIC.

Em outubro, governo e Banco Central anunciaram novo modelo de financiamento imobiliário. A mudança otimiza o uso dos recursos da poupança e aumenta a disponibilidade de crédito habitacional.

O sistema prevê a liberação gradual dos depósitos compulsórios da poupança ao longo de dez anos. Atualmente, um quinto desses recursos permanece bloqueado no Banco Central.

Com as novas regras autorizam os bancos a usar livremente parte dos recursos captados, com a contrapartida de oferecer financiamentos imobiliários proporcionais.

Correia vê como positiva a criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A nova faixa do programa atende à classe média, com renda mensal de até R$ 12 mil, que hoje tem dificuldade para conseguir financiamento. Ele também cita subsídios, principalmente nas operações ligadas ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que sustentam o nível de atividade.

Para 2026, apesar do presidente da CBIC demonstrar “otimismo” com as mudanças no financiamento, ele ressalta que será preciso acompanhar o novo modelo na prática.

Já em relação à política, Correia alerta para a importância da aprovação de uma reforma administrativa no Congresso Nacional. Segundo o executivo, também é necessário maior celeridade na análise de projetos considerados importantes para o setor.

*Com informações de CNN Brasil

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)