Veja o resumo da notícia

  • A industrialização da construção civil acelera obras, mas pode dificultar o pagamento da entrada por compradores de habitação econômica.
  • Compradores desse segmento usam o prazo da obra para quitar a entrada, e a redução do período aumenta o desembolso mensal.
  • Subsídios e FGTS são insuficientes para cobrir a entrada, levando incorporadoras a financiar parte via pro-soluto, sem garantia.
  • O pro-soluto amplia o risco das empresas, pois a rapidez na obra não resolve a dificuldade do cliente em pagar os 20% iniciais.
  • A produtividade varia: habitação econômica já é mais padronizada (14 homens-hora/m²), enquanto alto padrão demanda mais (30-35 homens-hora/m²).
industrialização da construção
Ziviani/iStock

A industrialização dos canteiros pode elevar a eficiência e reduzir o prazo de construção, mas a renda do comprador nem sempre acompanha esse ritmo, destaca reportagem do Valor. Pedro Donadon, CEO da ADN Construtora, afirmou no Incorpora Abrainc que o cliente de habitação econômica costuma usar o período da obra para pagar a entrada. Quando a entrega é acelerada, o número de parcelas diminui e o desembolso mensal aumenta.

Subsídios não cobrem toda a entrada

Segundo Donadon, o segmento econômico está cada vez mais dependente de subsídios, porque a renda das famílias não acompanha o custo da construção. O Minha Casa, Minha Vida e programas estaduais ajudam a pagar parte da entrada, assim como a poupança e o saldo do FGTS do comprador. Ainda assim, esses recursos podem ser insuficientes, o que leva as incorporadoras a financiar uma parcela por meio do pro-soluto.

Pro-soluto amplia o risco das incorporadoras

Sem garantia, o pro-soluto representa uma exposição maior para as empresas. Donadon afirmou que esse crédito vem pressionando o setor e resumiu o impasse: concluir a obra em seis meses não resolve o problema se o cliente não consegue pagar os 20% de entrada. Eduardo Fischer, co-CEO da MRV&Co, acrescentou que o saque-aniversário do FGTS reduziu a capacidade de parte dos compradores de formar esse valor.

Produtividade varia entre segmentos

Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, disse que o canteiro tradicional da habitação econômica já opera com maior padronização e industrialização. Medição da entidade encontrou média de 14 homens-hora por metro quadrado construído nesse segmento. No alto padrão, o indicador mais do que dobra, para 30 a 35 homens-hora por metro quadrado.

*Com informações de Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.