Veja o resumo da notícia
- Índice FipeZap aponta alta de 2,35% no aluguel comercial no primeiro bimestre de 2026, superando o dobro do registrado no mesmo período de 2025.
- A valorização da locação comercial demonstra um descolamento em relação ao mercado de venda, que apresenta um crescimento mais moderado.
- O aumento da locação comercial supera a inflação ao consumidor e o IGP-M, enquanto o preço médio de venda só supera o IGP-M.
- Em fevereiro, o aluguel comercial superou a inflação em quatro das dez cidades pesquisadas, com variações distintas entre elas.
- Bairros como Leblon e Ipanema, no Rio de Janeiro, apresentaram altas significativas no preço do aluguel comercial em 12 meses.
- A rentabilidade do aluguel comercial apresentou ganhos, mas ainda não ultrapassa o retorno de aplicações financeiras de referência.

O aluguel comercial acumula alta de 2,35% no primeiro bimestre de 2026, mais do que o dobro do que em igual período de 2025 (1%), segundo o Índice FipeZap. O resultado é fruto de leituras expressivas do indicador no início deste ano: janeiro mostrou crescimento de 1,34%, a maior variação mensal desde abril de 2012, seguida por uma alta de 0,99% em fevereiro.
A dinâmica de preços de locação de salas comerciais confirma o descolamento em relação ao mercado de venda. Com a leitura de fevereiro, que mostrou aumento de 0,17% no preço médio de venda comercial, a alta acumulada ficou em 0,28% no primeiro bimestre neste segmento.
A variação da locação comercial supera a inflação ao consumidor tanto em fevereiro como no bimestre (0,70% e 1,03%, respectivamente) e também foi maior do que o IGP-M nas duas comparações (-0,73% e -0,32%). Já o preço médio de venda, em ritmo mais modesto, é superior apenas ao IGP-M, atualmente em território negativo.
Nas dez cidades pesquisadas pelo FipeZap, o aluguel comercial superou a inflação ao consumidor de fevereiro em quatro regiões. Brasília, que havia liderado a valorização de salas comerciais em janeiro, devolveu parte dos ganhos e registrou a maior queda da pesquisa. Confira:
- Salvador (+3,99%)
- Rio de Janeiro (+1,97%)
- Curitiba (+1,57%)
- Campinas (+0,80%)
- IPCA (0,70%)
- Florianópolis (+0,68%)
- São Paulo (+0,65%)
- Niterói (+0,12%)
- Porto Alegre (+0,09%)
- Belo Horizonte (-0,16%)
- Brasília (-2,36%)
O bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, seguiu a trajetória de encarecimento do aluguel comercial, com alta de 30,2% em 12 meses até fevereiro, contra 29,4% no mês anterior. Já Ipanema mostrou um salto na mesma análise: passou de alta de 8,3% para 14,6%.
Em São Paulo, Itaim Bibi acelerou a alta em 12 meses até fevereiro, de 10,4% para 11%, enquanto Vila Olímpia desacelerou de 18% para 17,5%.
Venda de salas comerciais
Na análise sobre preço médio de venda de salas comerciais, apenas Salvador, também em momento aquecido no aluguel, subiu mais do que a inflação em fevereiro. Veja:
- Salvador (+0,96%)
- IPCA (0,70%)
- Porto Alegre (+0,65%)
- Florianópolis (+0,39%)
- Niterói (+0,23%)
- Belo Horizonte (+0,22%)
- Brasília (+0,19%)
- Rio de Janeiro (+0,18%)
- Campinas (+0,10%)
- Curitiba (+0,08%)
- São Paulo (-0,05%)
Rentabilidade
A rentabilidade do aluguel comercial tem mostrado ganhos mês a mês, mas ainda sem ultrapassar o retorno de aplicações financeiras de referência, nota o comunicado do índice FipeZap. De janeiro para fevereiro, o retorno estimado da locação comercial passou de 7,23% ao ano para 7,30% ao ano, o suficiente para manter-se acima de igual índice para a venda de salas comerciais (6,03%).
O índice FipeZap incorpora em sua pesquisa apenas os novos anúncios de salas comerciais, sem captar os reajustes dos contratos de aluguel em vigor.







