Veja o resumo da noticia

  • Índice FipeZap aponta alta de 0,32% nos preços de imóveis residenciais em fevereiro, desacelerando em relação a 2025 e leve aceleração ante janeiro.
  • Unidades de um dormitório impulsionam o aumento, enquanto imóveis de três dormitórios apresentam estabilidade nos preços no mesmo período.
  • Apesar da alta acumulada em 12 meses, o aumento dos preços residenciais fica abaixo da inflação ao consumidor, mas supera o índice geral de preços.
  • Capitais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste demonstram aquecimento do mercado, com altas mensais no valor do metro quadrado acima de 1%.
  • Vitória lidera o ranking do preço absoluto de imóveis residenciais, seguida por Florianópolis, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.
Reajuste médio do valor de imóvel residencial ficou abaixo da inflação
Reajuste médio do valor de imóvel residencial ficou abaixo da inflação

O preço de imóveis residenciais subiu 0,32% em fevereiro, cerca de metade da variação em igual mês de 2025, quando avançou 0,68%, segundo o índice FipeZap. No curto prazo, o dado mostra uma leve aceleração, uma vez que o indicador havia subido 0,20% em janeiro de 2026. O valor de imóveis residenciais avança mais nas unidades com um dormitório, com alta de 0,45% em fevereiro, enquanto as de três dormitórios ficaram estáveis no período (0,02%).

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o preço do metro quadrado sobe 5,74%, ante 8,17% em igual comparação com fevereiro de 2025, reforçando que, na média, o sinal é de desaceleração para o segmento residencial.

O aumento de preço de imóveis residenciais em fevereiro foi inferior à inflação ao consumidor do período, estimada em 0,84% pelo IPCA-15, e superou o IGP-M, que registrou retração de 0,73% na comparação com janeiro. Este último é um indicador mais geral de preços, incluindo atacado e varejo, e serve como referência para contratos de reajuste de aluguel em vigor.

Fora da média nacional, capitais do Norte, Nordeste e Centro Oeste mostram um mercado mais aquecido, com alta mensal no valor do metro quadrado em torno ou acima de 1%. É o caso de oito das 22 capitais pesquisadas. Confira:

  • Belém (+2,18%)
  • Campo Grande (+1,33%)
  • Brasília (+1,23%)
  • Vitória (+1,23%)
  • Florianópolis (+1,14%)
  • Salvador (+1,04%)
  • Maceió (+1,04%)
  • Fortaleza (+0,98%)

Outras seis capitais, ainda que em ritmo mais fraco, tiveram variação de preço acima da média nacional em fevereiro. Foram elas:

  • Manaus (+0,85%)
  • Teresina (+0,49%)
  • Cuiabá (+0,42%)
  • Natal (+0,41%)
  • Recife (+0,38%)
  • São Luís (+0,38%);

Considerando as 22 capitais que fazem parte do índice FipeZap, a liderança do preço absoluto de imóveis residenciais ainda fica com Vitória (ES), com R$ 14.429/m², assim como foi o padrão observado ao longo de 2025. Completam o top 5 as cidades de Florianópolis (R$ 13.011/m²), São Paulo (R$ 11.945/m²), Curitiba (R$ 11.569/m²) e Rio de Janeiro (R$ 10.865/m²).

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.