Veja o resumo da notícia
- A Avenida Chucri Zaidan, em São Paulo, se consolida como polo corporativo, reduzindo a vacância para 13%.
- Grandes locações impulsionam a demanda, com empresas buscando áreas acima de 5 mil m² na região.
- Aluguéis em edifícios classe A e A+ subiram 13% desde o fim de 2024, chegando a R$ 114 por m².
- Novas entregas de complexos como Esther Towers e Alto das Nações podem impactar a valorização.
- A Barzel Properties, com projeto de 40 mil m², avalia alternativas para o terreno, incluindo segmento residencial.

A Avenida Chucri Zaidan consolida sua posição entre os principais polos corporativos de São Paulo. A região, que se tornou a maior em estoque após entregas feitas antes e no início da pandemia, reduziu a vacância para 13%. No pior momento, o indicador chegou a 30%.
O isolamento prolongado havia frustrado incorporadores e levado proprietários a oferecer descontos para ocupar os edifícios. Agora, a retomada surpreende até gestores que duvidavam da volta aos escritórios, segundo reportagem do Metro Quadrado.
Grandes áreas atraem empresas
Três das quatro maiores locações do segundo trimestre ocorreram na região. A Chucri é uma das poucas áreas da cidade com mais de 5 mil m² contíguos disponíveis, formato procurado por grandes empresas.
No WT Morumbi, onde a Unilever devolveu quatro dos oito andares que ocupava, a Novartis alugou recentemente 6,6 mil m². No Parque da Cidade, Maersk, Verisure, Accenture, Dow e Eletrobras ocuparam, juntas, mais de 40 mil m².
A demanda é puxada pela volta do regime de trabalho presencial.
Aluguéis sobem, mas ainda são competitivos
A Chucri soma 834 mil m² de estoque corporativo. Nos edifícios classe A e A+, o aluguel médio pedido chegou a R$ 114 por m², alta de 13% desde o fim de 2024, quando estava próximo de R$ 100, segundo a Colliers.
O valor supera a média paulistana de R$ 95 por m², mas permanece abaixo da Paulista, de Pinheiros e da Vila Olímpia. Na Nova Faria Lima, os aluguéis passam de R$ 300 por m², em média, e chegam a R$ 400 em alguns casos.
A Hedge espera contratos entre R$ 150 e R$ 160 por m² nos próximos dois ou três anos. Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, avalia que o momento pode ser estratégico para investidores, diante dos sinais de alta no curto e no médio prazos.
Novas entregas e juros limitam apostas
A valorização pode perder ritmo com as novas entregas. O Esther Towers, complexo de 144 mil m², está previsto para este ano. Em julho, o Alto das Nações, projeto de 100 mil m² na Chácara Santo Antônio, recebeu o Habite-se. Os dois empreendimentos interessam ao Itaú.
Para Fernando Didziakas, sócio da Buildings, novas construções devem ganhar força depois que o mercado absorver essas áreas.
A Barzel Properties aprovou, durante a pandemia, um projeto de quase 40 mil m² em um terreno da região, mas ainda não iniciou a obra. A empresa espera um inquilino ou a redução da vacância para 10%, o que daria fôlego ao aluguel. A gestora também avalia alternativas para o terreno, inclusive um projeto residencial, segmento que alcança preços elevados na região.
*Com informações de Metro Quadrado







