Veja o resumo da notícia

  • O mercado imobiliário brasileiro é impulsionado por crédito, renda e demanda por moradia, e não por eventos como eleições ou Copa do Mundo.
  • Em 2020, o setor cresceu mesmo durante a pandemia, e em 2021, o crédito imobiliário atingiu um recorde histórico de R$ 255 bilhões.
  • Anos eleitorais e de Copa do Mundo, como 2018 e 2022, registraram crescimento nas vendas de imóveis e alto volume de crédito imobiliário.
  • A demanda estrutural por moradia e a busca por imóveis como investimento são vetores que sustentam o setor, mesmo em períodos de incerteza.
  • A diversidade do mercado imobiliário brasileiro permite que diferentes segmentos operem em ritmos variados, independentemente do calendário.
mercado imobiliário em ano de eleição Copa
Marcio Binow Da Silva/iStock

Anos com eleições, Copa do Mundo ou muitos feriados costumam gerar dúvidas sobre o desempenho do mercado imobiliário. No entanto, ciclos recentes indicam que o setor brasileiro tende a seguir uma lógica mais ligada a crédito, renda, demanda por moradia e formação de patrimônio.

Em 2020, mesmo durante a pandemia, o mercado de imóveis novos registrou crescimento nas vendas em várias regiões do país. Em 2021, o crédito imobiliário atingiu recorde histórico, superando R$ 255 bilhões em financiamentos e impulsionando o setor em praticamente todo o território nacional.

Histórico contraria tese de retração

O desempenho também não acompanhou necessariamente o ruído de anos eleitorais. Em 2018, quando houve Copa do Mundo e eleição presidencial, as vendas de imóveis residenciais cresceram cerca de 19% em relação ao ano anterior. Em 2022, em contexto semelhante, o crédito imobiliário somou aproximadamente R$ 241 bilhões, o segundo maior volume da série histórica.

Para Andressa Machado, especialista em estruturação de equipes de vendas no mercado imobiliário, o setor não é movido por Copa, feriado ou eleição. Segundo ela, a dinâmica depende principalmente de demanda por moradia, disponibilidade de crédito, renda e busca por patrimônio.

Demanda estrutural sustenta o setor

A especialista aponta dois vetores recorrentes. O primeiro é a demanda por moradia, impulsionada pelo crescimento das cidades, pela formação de novas famílias e pelo déficit habitacional ainda presente no país. O segundo é a procura por imóveis como ativo de investimento e proteção patrimonial.

Essa combinação ajuda a explicar por que o mercado pode seguir ativo mesmo em períodos de maior incerteza. Para parte dos compradores, o imóvel continua sendo uma decisão de longo prazo, associada a moradia, segurança e diversificação de patrimônio.

Mercado opera em vários ritmos

Outro fator relevante é a diversidade do mercado imobiliário brasileiro. O setor funciona como vários mercados simultâneos, com dinâmicas regionais, faixas de renda e nichos diferentes operando ao mesmo tempo.

Na avaliação de Andressa, enquanto um segmento pode passar por ajustes, outros seguem crescendo. Por isso, os resultados dependem menos do calendário e mais da capacidade das empresas de interpretar dados, escolher nichos e preparar suas equipes comerciais.

Segundo a especialista, períodos com mais ruído econômico ou político podem favorecer empresas e profissionais mais preparados. Em vez de retração automática, esses anos tendem a funcionar como momentos de maturação para quem consegue ler os dados e se posicionar com precisão.

*Com informações de Paraíba Total

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.