Veja o resumo da noticia

  • Desempenho das construtoras em 2025 supera o PIB da construção civil, impulsionado por expansão de 2,8% segundo FGV Ibre.
  • Cálculo do IBGE inclui obras de pessoas físicas, cujo recuo impactou o resultado geral da construção civil no período.
  • Mercado informal da construção é afetado pelas altas taxas de juros, influenciando o desempenho das construtoras.
  • Demanda do Minha Casa Minha Vida e obras de infraestrutura sustentam o desempenho positivo das construtoras.
  • Setor formal da construção gerou 87,8 mil empregos em 2025, representando um avanço de 3% na força de trabalho.
  • Aceleração de obras públicas antes das eleições impulsiona o mercado no primeiro semestre, com possível desaceleração.
  • Início do ciclo de corte de juros favorece o setor, mas a redução da Selic ocorre em ritmo mais lento que o esperado.
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Frank Brennan/iStock

O desempenho das construtoras no Brasil em 2025 foi melhor do que indica o PIB da construção divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativa da Fundação Getulio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre) aponta expansão de 2,8% para as construtoras, enquanto o dado geral do IBGE mostra alta de 0,5%, segundo reportagem do Metro Quadrado.

A diferença ocorre porque o cálculo do IBGE também inclui obras feitas por pessoas físicas, como autoconstruções e reformas. Esse segmento recuou e pressionou o resultado consolidado da construção civil.

PIB da construção e mercado imobiliário

“O mercado informal da construção está menor porque o juro está muito alto para as famílias que precisam financiar suas obras, e isso acaba mascarando o resultado das construtoras, que conseguem crédito a taxas mais atrativas”,Yorki Stefan, o presidente do Sinduscon-SP, disse ao Metro Quadrado.

Segundo ele, o bom desempenho das construtoras é sustentado pela demanda das incorporadoras do Minha Casa Minha Vida e pelas obras de infraestrutura. Esses segmentos compensam a queda dos lançamentos residenciais voltados à classe média.

Em 2025, o setor formal da construção criou 87,8 mil empregos no País. Com isso, o contingente de trabalhadores avançou 3%.

Juros, infraestrutura e emprego na construção

Yorki diz que o mercado segue aquecido no primeiro semestre deste ano por causa de obras públicas aceleradas pelos governos estaduais antes das eleições. A avaliação é que o segundo semestre tende a perder fôlego nesse nicho.

O início do ciclo de corte de juros também favorece o setor, que pode crescer mais do que no ano passado. Ainda assim, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) pondera que a redução da Selic está mais lenta do que se imaginava, com queda de 0,25 p.p., em vez de 0,5 p.p.

*Com informações do Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.