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Veja o resumo da notícia

  • Representantes da construção civil pedem ao governo federal novo ajuste no programa Minha Casa, Minha Vida.
  • O pleito visa as faixas 3 e 4 do programa, onde o preço final do imóvel e o custo do financiamento são mais sensíveis.
  • Uma das propostas em discussão é a redução de 1 ponto percentual nos juros das faixas 3 e 4 do programa.
  • Outra alternativa seria segmentar as faixas por renda, criando taxas intermediárias para as famílias.
  • O pedido ocorre após o governo elevar as faixas de renda e o preço máximo dos imóveis em março.
  • A alta de custos dos materiais de construção pressiona os preços e dificulta as vendas nas faixas mais altas.
  • O ministro das Cidades, Vladimir Lima, afirmou que o programa está em análise permanente e é dinâmico.
juros Minha Casa Minha Vida
Ricardo Stuckert/Presidência da República

Representantes da construção civil levaram ao governo federal um novo pedido de ajuste no Minha Casa, Minha Vida, relata reportagem do Estadão. O pleito mira as faixas 3 e 4, onde a renda das famílias é maior, mas a composição da compra tende a ser mais sensível ao preço final do imóvel e ao custo do financiamento.

O programa já se tornou o principal motor do mercado residencial novo. Dados mostram que mais da metade dos lançamentos e das vendas do país está enquadrada no MCMV.

Duas propostas estão em discussão

As conversas ainda são iniciais e não há proposta formal fechada. Uma possibilidade é reduzir em 1 ponto percentual os juros das faixas 3 e 4. Isso levaria a taxa da faixa 3 de 8,16% para 7,16% ao ano e a da faixa 4 de 10% para 9% ao ano.

Outra alternativa seria segmentar as faixas por renda, criando taxas intermediárias. Nesse modelo, famílias mais próximas do piso da faixa 3, hoje de R$ 5 mil mensais, pagariam juros menores, enquanto as próximas ao teto, de R$ 9,6 mil, ficariam com taxa um pouco superior.

Alta de custos pressiona preço de venda

O novo pedido vem pouco depois de o governo elevar, em março, as faixas de renda e o preço máximo dos imóveis elegíveis. Para as construtoras, a rodada anterior não foi suficiente para absorver a alta recente dos materiais.

Com custos maiores, empresas passaram a reajustar preços para preservar margens, mas parte delas já percebe mais dificuldade de venda. O problema é mais agudo nas faixas 3 e 4, que não contam com o subsídio para entrada existente nas faixas 1 e 2.

Classe média fica mais exposta ao juro

A discussão mostra como a fronteira entre habitação popular e classe média se tornou um ponto sensível para o mercado. O comprador que ganha pouco acima de R$ 5 mil, segundo relato levado ao governo, não estaria conseguindo acompanhar os novos preços. Como não há subsídio relevante para compor a entrada nas faixas mais altas, a taxa de juros passa a ter peso maior na prestação e na aprovação do financiamento.

Governo evita sinalizar decisão

O tema foi levado ao ministro das Cidades, Vladimir Lima, durante evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em São Paulo. Ronaldo Cury, diretor da Cury Construtora, citou a alta de custos e pediu um novo ajuste no programa.

O ministro evitou antecipar uma posição, mas afirmou que o Minha Casa, Minha Vida é um programa dinâmico e está em análise permanente. Também destacou que a taxa de juros do segmento já está no menor nível da história.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.