Veja o resumo da notícia
- Curitiba registra segunda onda anual de procura por moradia estudantil entre junho e julho, impulsionada por seu papel como polo universitário.
- A pandemia alterou o ritmo das buscas, tornando-as mais distribuídas e sensíveis a preço, embora a demanda siga concentrada nas viradas de semestre.
- Empreendimentos compactos, como estúdios, crescem na cidade, mas estudantes preferem dividir imóveis maiores para reduzir custos.
- A escolha do endereço é guiada pela proximidade das universidades e acesso ao transporte público, com o Centro liderando as buscas.

O mercado de aluguel em Curitiba entra, entre junho e julho, na segunda onda anual de procura por moradia estudantil. A primeira costuma ocorrer em janeiro e fevereiro, com a chegada de alunos de outras cidades e estados. O movimento reforça o papel da capital paranaense como polo universitário do Sul, apoiado por instituições como UFPR, UTFPR, PUCPR e Universidade Positivo.
Pós-pandemia mudou o ritmo das buscas
A dinâmica perdeu força durante a pandemia, quando o ensino a distância reduziu a necessidade de mudança imediata. Segundo Ana Luiza Galvão Puhl, coordenadora de produção da Galvão Locações, ao Bem Paraná, as buscas voltaram a crescer, mas com comportamento mais distribuído e sensível a preço. A locação estudantil segue concentrada nas viradas de semestre, embora o EAD tenha tornado parte da demanda menos automática.
Estúdios crescem, mas divisão de custos pesa
Pesquisa da ADEMI-PR em parceria com a consultoria Brain Inteligência Estratégica aponta avanço dos empreendimentos compactos em Curitiba, com estúdios e unidades pequenas ganhando espaço nos lançamentos. O produto conversa com a rotina estudantil ao oferecer coworking, lavanderia coletiva e academia.
O problema está na conta: com aluguéis de estúdios próximos aos de apartamentos de dois quartos, muitos estudantes preferem dividir imóveis maiores para reduzir custo mensal e ainda ter um quarto extra para receber familiares.
Bairros seguem definidos por campus e mobilidade
A escolha do endereço continua guiada pela proximidade das universidades e pelo acesso ao transporte coletivo. O Centro lidera as buscas por reunir prédios da UFPR, a reitoria e o campus central da UTFPR.
O Prado Velho concentra demanda da PUCPR; Jardim das Américas e Centro Politécnico atraem alunos das áreas de exatas e biológicas da UFPR; e Ecoville e Campo Comprido atendem ao público da Universidade Positivo. Para locadores, o fiador familiar ainda é a garantia mais usada nesse nicho.
*Com informações de Bem Paraná







