Veja o resumo da noticia
- A possível tributação das LCIs pode elevar o custo de captação dos bancos e encarecer o financiamento habitacional.
- Executivos de Bradesco e Santander defendem a manutenção da isenção, alertando para o impacto no tomador do crédito.
- O estoque de LCIs ultrapassou R$ 500 bilhões, representando cerca de 20% do funding do setor imobiliário.
- A poupança tem participação cada vez menor no funding, aumentando a dependência do mercado.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo pode voltar a estudar o fim da isenção de LCIs e LCAs.

A possível tributação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) pode elevar o custo de captação dos bancos e encarecer o financiamento habitacional. O tema foi debatido na segunda-feira (17), durante a conferência anual do Santander, destaca reportagem do Estadão.
Executivos de Bradesco e Santander defendem a manutenção da isenção. Segundo eles, o impacto pode chegar ao tomador do crédito e reduzir as operações do setor.
LCI pode encarecer o crédito imobiliário
“A tributação vai fazer, naturalmente, com que os investidores peçam uma remuneração maior para aplicar nas LCIs. Hoje, por não ser tributada, a LCI tem um custo abaixo da Selic [taxa básica de juros]”, afirmou Romero Albuquerque, diretor de crédito imobiliário do Bradesco. “Com a tributação, é inevitável que tenhamos um incremento do custo do crédito imobiliário”.
Paulo Duailibi, diretor de negócios imobiliários do Santander, também apontou risco de aumento. “Esperamos incremento no custo de emissão das letras. É fundamental manter a isenção”, disse.
O estoque de LCIs ultrapassou R$ 500 bilhões e representa cerca de 20% do funding do setor. Ao mesmo tempo, a participação da poupança no financiamento imobiliário vem diminuindo.
Funding imobiliário depende mais do mercado
“A poupança está tendo uma participação cada vez menor no funding. Acho que é um movimento sem volta. Vamos depender cada vez mais de funding de mercado. Daí a importância de ter redução estrutural da Selic para termos condição de crescer”, afirmou Duailibi.
Em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, caso o presidente Lula seja reeleito, o governo deverá voltar a estudar o fim da isenção de LCIs e de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).
Segundo Durigan, a proposta foi defendida por ele e por seu antecessor, Fernando Haddad, como forma de enfrentar o que consideram distorções do mercado.
*Com informações do Estadão







