Veja o resumo da notícia
- Airbnb restringe anúncios de imóveis populares em São Paulo devido à CPI.
- Plataforma usará ferramentas para identificar unidades subsidiadas de uso irregular.
- Cobrança da CPI levou plataformas a pedir lista de imóveis à Prefeitura.
- Locações de curta temporada intensificam debate sobre moradia e preços urbanos.
- Imóveis HIS e HMP visam famílias de baixa renda com benefícios fiscais.
- Legislação permite compra, mas restringe aluguel de HIS/HMP a critérios de renda.
- Valores de aluguel não podem exceder 30% da renda mensal do locatário.
- Categorias de HIS e HMP definem limites de valor e renda familiar mensal.

O Airbnb anunciou restrições para impedir anúncios de imóveis vinculados a programas de habitação popular em São Paulo. A decisão ocorre em meio à CPI da Câmara dos Vereadores, que investiga o uso comercial de unidades subsidiadas com dinheiro público e destinadas à moradia social.
Fiscalização deve aumentar
Segundo reportagem da Veja, a plataforma de short stay notificou na segunda-feira (4) os anfitriões cadastrados na plataforma de que utilizará ferramentas de monitoramento e cruzamento de dados para identificar imóveis irregulares. O objetivo é impedir que unidades subsidiadas sejam desviadas de sua finalidade original.
Em sessão da CPI, as plataformas foram cobradas sobre possíveis anúncios irregulares e pediram à Prefeitura de São Paulo uma lista das unidades qualificadas como Habitação de Interesse Social (HIS) e HMP (Habitação de Mercado Popular). A Secretaria de Habitação disse que enviou a relação dos imóveis e deu 15 dias de prazo para adequação das plataformas.
Debate sobre moradia ganha força
Especialistas avaliam que o crescimento das locações de curta temporada intensificou discussões sobre acesso à moradia e pressão nos preços urbanos.
Desde 2014, 300 mil imóveis foram licenciados como HIS e HMP em São Paulo. Esses imóveis contam com benefícios fiscais e foram concebidos para atender famílias de baixa renda.
O que diz a regra de moradia popular
A lei não impede a compra de unidades de HIS e HMPs por investidores, mas estabelece que a locação deve ser destinada a famílias enquadradas nos critérios de renda da política pública. O valor cobrado de aluguel não pode superar 30% da renda mensal do locatário.
Imóveis enquadrados como HIS-1, com valor de até R$ 276 mil, são destinados a famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Os HIS-2, de até R$ 383,6 mil, com renda mensal de três a seis salários mínimos. Os HMP, de até R$ 537,6 mil, para famílias com renda mensal de seis a dez salários mínimos.
*Com informações da Veja







