Veja o resumo da notícia

  • O aluguel de salas e conjuntos comerciais subiu 1,01% em agosto, acelerando em relação a julho, segundo o índice FipeZap.
  • O aluguel comercial acumula alta de 8,50% nos oito primeiros meses de 2026, superando a inflação medida pelo IPCA e IGP-M.
  • Em 12 meses, a valorização do aluguel comercial foi de 11,21% até agosto, mantendo-se acima do IPCA e IGP-M.
  • Oito das dez cidades monitoradas pelo FipeZap registraram alta no aluguel comercial em agosto, com Brasília liderando a valorização.
  • Em São Paulo, o Itaim Bibi atingiu R$ 100 por m² para aluguel comercial em agosto de 2026, liderando os preços anunciados.
  • A rentabilidade anualizada do aluguel comercial ficou em 7,63% em agosto, superando o aluguel residencial.
Região da Faria Lima, em SP: demanda por espaços comerciais segue em alta e pressiona preços
Região da Faria Lima, em SP: demanda por espaços comerciais segue em alta e pressiona preços

O aluguel de salas e conjuntos comerciais acelerou em agosto e subiu 1,01%, depois de alta de 0,56% em julho, segundo o índice FipeZap. No mercado de venda, ainda que em ritmo mais fraco, os preços também ganharam tração, passando de uma alta de 0,18% para 0,40% no mesmo intervalo.

Com o resultado, o aluguel comercial acumula alta de 8,50% nos oito primeiros meses de 2026. O avanço é bem superior à inflação medida pelo IPCA, que acumulou 3,11% no período, e ao IGP-M, com alta de 1,85%.

Em 12 meses, porém, houve uma leve desaceleração: o avanço do aluguel comercial passou de 11,26% até julho para 11,21% até agosto. Ainda assim, o resultado permanece bastante acima do IPCA (+4,22%) e do IGP-M (+2,16%) nesta análise.

E, mais do que isso, a comparação com agosto de 2025 evidencia o ritmo mais intenso de valorização do aluguel comercial. No acumulado de janeiro a agosto, a alta passou de 6,26% em 2025 para 8,50% em 2026, um avanço de 2,24 pontos percentuais. Considerando os 12 meses encerrados em agosto de cada ano, a variação foi de 8,51% para 11,21%, diferença de 2,70 pontos percentuais.

O FipeZap considera preços anunciados para novos contratos de aluguel e não incorpora os reajustes dos contratos vigentes, que seguem as condições estabelecidas entre proprietários e inquilinos.

Aluguel comercial sobe em 8 cidades

Oito das dez cidades monitoradas pelo FipeZap registraram alta no aluguel comercial em agosto. Brasília apresentou a maior valorização, de 5,36%, seguida por Salvador (+2,48%), Niterói (+1,60%), São Paulo (+0,97%), Campinas (+0,94%) e Rio de Janeiro (+0,93%).

Também registraram alta Belo Horizonte (+0,75%) e Curitiba (+0,22%). Porto Alegre (-0,09%) e Florianópolis (-0,35%) foram as únicas cidades com queda no mês.

Com os últimos dados, o aluguel comercial sobe mais de dois dígitos em três cidades nos oito primeiros meses de 2026. Confira no ranking a seguir.

Alta acumulado do aluguel comercial nas cidades (janeiro a agosto de 2026)

  • Salvador (BA): +18,57%
  • Rio de Janeiro (RJ): +15,35%
  • Curitiba (PR): +12,33%
  • Brasília (DF): +9,63%
  • Índice FipeZap (Locação): +8,50%
  • São Paulo (SP): +5,51%
  • Belo Horizonte (MG): +5,43%
  • Niterói (RJ): +5,33%
  • Campinas (SP): +4,26%
  • IPCA (IBGE): +3,11%
  • Florianópolis (SC): +1,95%
  • Porto Alegre (RS): +1,85%

São Paulo: Itaim Bibi chega a R$ 100 o metro quadrado do aluguel comercial

Capital mais cara do país da pesquisa para aluguel comercial, São Paulo tem movimentos distintos entre os bairros. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, Pinheiros foi um dos destaques, com a alta acumulada em 12 meses passando de 8,3% para 13,1%. Jardins também acelerou, de 4,0% para 7,8%, enquanto Vila Mariana passou de 3,1% para 6,0%.

No topo das valorizações, Vila Olímpia manteve ritmo elevado, de 15,2% para 15,4%, e Itaim Bibi avançou de 9,4% para 10,9%, também em 12 meses.

Para comparação, a média geral da capital paulista ficou em 7,82% em 12 meses até agosto de 2026.

Na outra ponta, Moema apresentou a maior desaceleração e a valorização em 12 meses caiu de 15,1% em agosto de 2025 para 3,3% em agosto de 2026. Bela Vista também desacelerou, de 7,7% para 5,1%, enquanto a Sé passou de 3,2% para 0,9%.

No preço médio anunciado, Itaim Bibi permaneceu na liderança e chegou à marca de R$ 100 por m² para aluguel comercial em agosto de 2026, contra R$ 90,18 /m² um ano antes.

Vila Olímpia (R$ 96,51/m²) e Pinheiros (R$ 89,25/m²) completam o top 3. Pinheiros, que ocupava a quarta posição um ano antes, ultrapassou Moema, cujo preço médio chegou a R$ 83,28/m².

Rentabilidade do aluguel comercial

A rentabilidade anualizada do aluguel comercial ficou em 7,63% em agosto, ligeiramente acima dos 7,59% registrados em julho. O indicador também permaneceu superior ao retorno do aluguel residencial, de 6,14% ao ano. Os dois indicadores estão abaixo da taxa de juros real (descontada a inflação) de referência projetada para os próximos 12 meses.

Jornalista Hugo Passarelli
Hugo Passarelli

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.

É jornalista com mais de 15 de anos de experiência em grandes veículos, como o Estado de S.Paulo e Valor Econômico. Acredita que morar bem pode estar a um clique de distância. Colabora com o Portas como jornalista autônomo, contribuindo com reportagens e análises sobre o setor imobiliário.