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Faltam pouco mais de dois meses para 2027 e, na minha visão, essa é a janela mais importante do ano para qualquer imobiliária. O que você estrutura agora é o que vai estar funcionando em janeiro. O que você deixar para janeiro vai chegar atrasado.
A Adim está fazendo esse movimento. O que vou compartilhar aqui não é teoria, é o que estamos vendo, discutindo e ajustando dentro da nossa operação com base no que 2026 nos mostrou.
A taxa de administração não fecha mais a conta
A taxa de administração sozinha já não sustenta uma operação robusta. Não é tendência futura, já está acontecendo. As operações grandes enxergaram isso antes e quem ainda não parou para fazer essa conta corre o risco de ficar para trás.
A saída não é aumentar a taxa. É ampliar o que você entrega. A carteira que você já tem é um banco de clientes que confiam em você, proprietários e inquilinos que consomem seguros, crédito, manutenção, serviços imobiliários. Se estão contratando isso em outro lugar, é porque a oferta não esta estruturada.
O que estamos construindo é um modelo onde cada setor da operação precisa ter ROI positivo por conta própria. A taxa de administração passa a ser uma das fontes de receita, não a única. Isso muda o equilíbrio financeiro da empresa inteira.
IA: muito falada, pouco aplicada de verdade
Em eventos, em conversas com parceiros, em qualquer encontro do setor, IA é o assunto. Mas quando a gente olha para dentro das operações, o que se vê é uma minoria do mercado de locação de fato integrada com essa tecnologia. E quando está, muitas vezes entrou antes de organizar o processo, e aí vira ruído.
A sequência certa é outra: primeiro você estrutura o processo, define padrões, sabe o que precisa de resposta e em que tempo. Depois a tecnologia entra para fazer isso em escala.
Na Adim, informações que levávamos dois ou três dias para apurar, com risco de erro humano, hoje chegam de hora em hora, com mais precisão. Isso muda a qualidade da decisão diária.
Para 2027, estamos investindo mais nisso. Não para reduzir equipe, mas para fazer a equipe atual render mais, com menos retrabalho e mais resultado.
Escala é a palavra do próximo ano
Não basta ter bons imóveis na carteira ou fechar locações de alto valor de vez em quando. A operação precisa escalar, na captação, na locação, nos serviços, na monetização da carteira. E escala sem foco é desperdício. Uma operação que faz um pouco de tudo dificilmente consegue medir o que está funcionando, e sem medir, não tem como melhorar.
As operações que a gente tem estudado e se espelhado caminham todas para o mesmo lugar: nicho mais definido, ticket mais qualificado, resultado mais previsível. É o que estamos calibrando. Escalar dentro do que já demonstrou resultado, com a experiência que acumulamos, as ferramentas que o mercado oferece hoje e os dados que a IA nos entrega.
Se você ainda não revisou seu modelo de receita, não organizou processos para aplicar tecnologia de verdade e não tem clareza de como vai crescer no próximo ano, esse é o momento. Não janeiro. Agora.
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Loft/ Portas.







