Veja o resumo da notícia

  • O Ministério das Cidades solicitou R$ 750 milhões para o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab).
  • O aporte visa evitar a interrupção do programa Reforma Casa Brasil, que pode parar em agosto sem reforço.
  • Lançado em 2025 com R$ 40 bilhões, o programa oferece juros reduzidos para reformas e melhorias residenciais.
  • As contratações do programa somam cerca de R$ 3 bilhões até julho, com previsão de R$ 7 bilhões até o fim do ano.
  • A solicitação está em avaliação pelo governo, que analisa riscos jurídicos em ano eleitoral.
Reforma Casa Brasil
Ethen Dell/iStock

O Ministério das Cidades pediu à equipe econômica um aporte de R$ 750 milhões no Fundo Garantidor da Habitação Popular, noticia O Globo. Segundo ofício enviado ao Ministério da Fazenda, o FGHab tem capacidade para garantir até R$ 3,3 bilhões em financiamentos do Reforma Casa Brasil, montante suficiente para manter novas contratações apenas até agosto. Sem reforço, a linha pode ser interrompida justamente quando a procura por obras, ampliações e melhorias residenciais cresce.

Programa foi anunciado com R$ 40 bilhões

Lançado em 2025, o Reforma Casa Brasil oferece juros reduzidos para materiais, serviços, projetos e acompanhamento técnico. O orçamento anunciado foi de R$ 40 bilhões: R$ 30 bilhões do Fundo Social para famílias com renda de até R$ 9.600 e R$ 10 bilhões da Caixa. Em maio de 2026, as regras foram alteradas para que o FGHab passasse a garantir todos os empréstimos, ampliando a pressão sobre o fundo.

Contratações somam cerca de R$ 3 bilhões

Até julho, o programa havia financiado cerca de R$ 3 bilhões. Mantido o ritmo atual, deve encerrar o ano com R$ 7 bilhões, equivalentes a 17,5% da meta inicial. O Ministério afirma que ainda existem R$ 10,7 bilhões empenhados no orçamento de 2025 e que recursos adicionais do Fundo Social podem sustentar a continuidade das operações.

Aporte depende de análise fiscal e jurídica

Integrantes do governo afirmam que a solicitação está em avaliação e avalia também os riscos jurídicos de um aporte em ano eleitoral. A própria Pasta reconhece que não é possível estimar por quanto tempo os R$ 750 milhões manteriam o programa ativo. O objetivo declarado é evitar uma interrupção enquanto alternativas de financiamento e garantia são estruturadas.

*Com informações de O Globo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.