Veja o resumo da notícia

  • Reação cautelosa do mercado imobiliário ao corte da Selic, avaliando melhora no crédito, mas sem retomada rápida da atividade.
  • Decisão unânime do Copom, abaixo das expectativas, com cautela devido a incertezas no cenário internacional e ritmo de cortes.
  • Fundos imobiliários com preços atraentes devido aos juros altos, gerando oportunidades de entrada para investidores.
  • Redução da Selic pode ajudar no escoamento de estoques e no aumento de investimentos na economia real, saindo da renda fixa.
  • Entidades do setor defendem novos cortes na Selic, destacando o impacto positivo na redução do custo do crédito.
Selic mercado imobiliário
diegograndi/iStock

O mercado imobiliário reagiu de forma cautelosa ao corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,75% ao ano, após quase dois anos sem reduções. A avaliação no setor é que a medida melhora o ambiente para crédito, compras e investimentos, mas ainda não sustenta uma retomada mais rápida da atividade.

Crédito imobiliário e demanda por imóveis

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime e veio abaixo da expectativa de parte do mercado, que projetava corte de 0,50 ponto. No comunicado, o Banco Central citou incertezas no cenário internacional, como a guerra no Irã, e indicou cautela no ritmo do ciclo de cortes.

“A queda de 0,25 ponto reforça uma leitura de que o ciclo será mais moroso do que o previsto antes do conflito, o que pode adiar um pouco a melhora mais forte do mercado”, afirmou à Forbes Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP.

A corretora projeta Selic de 12,75% ao fim de 2026. Também vê fundamentos sólidos para os fundos imobiliários.

Fundos imobiliários e pressão por juros menores

Danny Gampel, head de crédito da Cy Capital, avalia que os preços das cotas de Fundos Imobiliários (FIIs) continuam atraentes por causa dos juros altos, gerando oportunidade de entrada.

Fabrício Schveitzer, do Sienge, avalia que a redução pode ajudar no escoamento de estoques e na ampliação de investimentos – que hoje estão na renda fixa – na economia real.

Entidades defendem novos cortes da Selic

“Mesmo sendo de 0,25%, o corte tem um impacto muito grande e positivo. Ele indica queda no custo do crédito tanto para produtores quanto para compradores”, diz Ely Wertheim, do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), sobre a decisão do Copom.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) defenderam a continuidade e a intensificação do ciclo de redução. A CBIC destacou que o setor cresceu 0,5% no último ano.

*Com informações da Forbes

Time Portas

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.