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Veja o resumo da notícia

  • O mercado de ultraluxo no Brasil opera com vendas off-market, onde propriedades de alto valor não são anunciadas publicamente.
  • A discrição protege a privacidade dos proprietários, evita assédio e resguarda a reputação de figuras públicas.
  • Corretores atuam como advisors patrimoniais, realizando checagens rigorosas de identidade e capacidade financeira dos compradores.
  • Transações podem envolver holdings e operações de crédito estruturadas, com avaliação detalhada do ativo por especialistas.
venda off-market de imóveis
Divulgação/JHSF

No segmento de ultraluxo, parte das propriedades não chega aos portais nem recebe placa de venda. São os negócios off-market, apresentados de forma dirigida a uma base restrita de potenciais compradores. Na Mbras, esse formato representa cerca de 30% das vendas, sobretudo em imóveis acima de R$ 70 milhões ou R$ 80 milhões nos Jardins, Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Fazenda Boa Vista e Quinta da Baroneza.

Na Coelho da Fonseca, a estimativa é de aproximadamente 10% das transações, relata reportagem do Estadão.

Segurança e reputação justificam o sigilo

A discrição pode proteger a família do proprietário, evitar assédio de intermediários e reduzir exposição reputacional de pessoas conhecidas ou executivos. Alguns vendedores também não têm urgência ou esperam um preço acima do mercado. Em casos ainda mais seletivos, o imóvel não estava formalmente à venda, mas o interessado oferece um valor suficiente para convencer o dono a sair. O processo costuma proibir fotos nas visitas e exige que o corretor controle cuidadosamente quem recebe endereço, imagens e documentos.

Corretor atua como advisor patrimonial

Antes de abrir as portas, a imobiliária pode checar identidade, capacidade financeira, idoneidade e origem dos recursos do interessado. A Bossa Nova Sotheby’s considera ultra high net worth os imóveis acima de R$ 25 milhões e estima que cerca de metade das transações desse universo nasce nas redes pessoais e profissionais dos proprietários, sem intermediação formal. Quando há um advisor, a relação se aproxima da de um banqueiro ou advogado: contínua, confidencial e apoiada em conhecimento detalhado do patrimônio e das preferências do cliente.

Crédito e diligência ganham formatos próprios

O pagamento pode envolver holdings no Brasil ou no exterior e operações estruturadas de crédito com garantias robustas e prazos de três a cinco anos. A decisão considera se vale a pena liquidar investimentos ou manter a carteira aplicada para financiar as prestações. Arquitetos, engenheiros, decoradores e advogados entram antes do fechamento para avaliar o ativo e planejar adaptações.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.