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Veja o resumo da notícia

  • O programa Minha Casa, Minha Vida perdeu velocidade nas vendas de imóveis novos em São Paulo em agosto.
  • A VSO (vendas sobre oferta disponível) caiu de 13% em julho para 11,5% em agosto, segundo o Secovi-SP.
  • A oferta de imóveis cresceu 90% em lançamentos, enquanto as vendas aumentaram 37% em relação ao ano anterior.
  • A Caixa, principal financiadora, passou a analisar com mais rigor compradores de baixa renda, reduzindo o limite de comprometimento de renda.
  • Distratos e repasses de grandes construtoras como Tenda, Cury e MRV refletem o aperto no crédito habitacional.
  • Empresas do setor e o BTG Pactual veem o efeito como pontual, com expectativa de normalização das condições de crédito.
vendas do Minha Casa Minha Vida
AngelaMacario /iStock

O Minha Casa, Minha Vida continua sendo o principal motor das vendas de imóveis novos em São Paulo, mas perdeu velocidade em agosto, mostra reportagem da Exame. A VSO, indicador que mede as vendas sobre a oferta disponível, caiu de 13% em julho para 11,5% em agosto, segundo dados do Secovi-SP analisados pelo BTG Pactual.

Oferta cresce mais que as vendas

A cidade registrou cerca de 10 mil unidades vendidas em agosto, 37% acima de um ano antes, e 17,8 mil lançamentos, alta de 90%. O estoque chegou a 98 mil imóveis, avanço anual de 51%. O programa respondeu por 77% dos lançamentos e 71% das vendas no mês. A VSO total ficou em 9,9%, enquanto médio e alto padrão marcaram 7,4%.

Crédito mais rigoroso trava contratos

A Caixa, responsável por cerca de dois terços do crédito habitacional do país e por praticamente todos os financiamentos do programa habitacional, passou a analisar com mais rigor compradores de baixa renda. Em julho, o banco reduziu por dez dias o limite de comprometimento de renda de 30% para 27%. Em setembro, uma greve de 19 dias atrasou assinaturas e liberações.

Distratos e repasses refletem o aperto

Na Tenda, os distratos saltaram de R$ 136,2 milhões no terceiro trimestre de 2025 para R$ 292,8 milhões. Na Cury, cresceram 59,3%, para R$ 358,2 milhões, enquanto os repasses caíram 35,8% ante o trimestre anterior. Na MRV, foram 7.428 repasses, queda de 16,4% em um ano e de 24,2% na comparação trimestral, mas VSO de 25,1%, ante 21,6% de um ano antes.

Empresas veem efeito majoritariamente pontual

A Direcional adiou lançamentos diante da incerteza sobre a operação da Caixa, mas informou melhora mensal, com vendas de setembro quase duas vezes maiores que as de julho. A companhia e o BTG não veem desaceleração estrutural da demanda; o banco avalia que as condições de crédito podem se normalizar, embora o Rio de Janeiro permaneça mais restritivo por causa da inadimplência.

*Com informações de Exame

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.