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Veja o resumo da notícia
- O mercado imobiliário do interior de São Paulo cresceu após 2020, impulsionado pela pandemia e busca por qualidade de vida.
- Três perfis de demanda foram identificados: casas de campo, segunda residência e moradia principal, focados na classe média alta.
- Entre 2021 e 2026, Campinas e São José dos Campos registraram alta de 49% e 81% no preço médio de venda, respectivamente.
- Em Ribeirão Preto, a demanda por condomínios de alta renda superou a oferta, valorizando terrenos e casas prontas.
- Mesmo com o retorno ao presencial, cidades com boa infraestrutura mantêm demanda própria e fundamentos sólidos.

O mercado imobiliário do interior de São Paulo mudou de escala depois de 2020. A combinação de restrições da pandemia, trabalho híbrido e busca por qualidade de vida levou famílias da capital e da região metropolitana a procurar imóveis fora do eixo paulistano, embora parte desse fluxo tenha recuado com a volta ao presencial.
Três perfis de demanda
Segundo o economista Robson Gonçalves, da FGV, à Forbes, o movimento reúne famílias que compram casas de campo, moradores que mantêm uma segunda residência no interior e pessoas que transferem para lá a moradia principal. O avanço se concentra sobretudo da classe média para cima, com maior flexibilidade de trabalho e acesso a crédito.
Campinas e São José dos Campos aceleram
Entre setembro de 2021 e setembro de 2026, o preço médio de venda subiu cerca de 49% em Campinas e 81% em São José dos Campos, segundo dados do FipeZAP. Ribeirão Preto avançou aproximadamente 29%, a média nacional cresceu 35% e a cidade de São Paulo, 27%.
Condomínios mudam a escala de Ribeirão Preto
Na região de Ribeirão Preto, a demanda de alta renda por imóveis horizontais em condomínios fechados superou a oferta após a pandemia. Segundo João Marcelo Andrade, CEO da Habiarte, terrenos se valorizaram de sete a oito vezes e casas prontas, de quatro a cinco vezes. Lotes negociados a cerca de R$ 400 por metro quadrado em 2019 passaram a superar R$ 4 mil por metro quadrado.
Parte do movimento permanece
O retorno ao escritório conteve a migração mais volátil. Ainda assim, os quatro polos do interior analisados registraram 39.995 escrituras, 13,9% acima de 2020, embora com recuo de 2,5% sobre aquele recorte comparativo. Para os entrevistados, cidades com infraestrutura e imóveis bem localizados mantêm fundamentos próprios de demanda.
*Com informações de Forbes







