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Veja o resumo da notícia
- A Lei Rouanet começa a ser utilizada no restauro de edifícios históricos em São Paulo, convertidos em residenciais.
- Dois projetos, um no centro e outro no Ipiranga, receberam autorização para buscar recursos via incentivo fiscal.
- Em 2025, o patrimônio cultural teve 492 propostas autorizadas, correspondendo a 3,2% dos projetos aprovados pela Lei Rouanet.
- No centro, o edifício Cames, de 1924, será transformado em 64 apartamentos de aluguel, com parte destinada a baixa renda.
- No Ipiranga, o antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças será o residencial Alma Mater, com 51 apartamentos e anexos.
- A captação de recursos continua sendo um desafio, devido aos custos milionários e à menor visibilidade para patrocinadores.

A Lei Rouanet começa a aparecer em uma frente ainda rara do mercado imobiliário paulistano: o restauro de edifícios históricos convertidos em residenciais. Dois projetos, um no centro e outro no Ipiranga, receberam autorização para buscar recursos por meio do incentivo fiscal, mostra a Folha.
Patrimônio bate recorde, mas ainda é minoria
Em 2025, o patrimônio cultural teve 492 propostas autorizadas, recorde da área. O volume correspondeu a 3,2% dos 15.360 projetos aprovados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura. Na captação, o segmento reuniu R$ 222,6 milhões, ou 6,5% dos R$ 3,4 bilhões captados no total.
Centro terá apartamentos de aluguel
Na rua José Bonifácio, a uma quadra da praça da Sé, o edifício Cames, de 1924, terá salas comerciais transformadas em 64 apartamentos de aluguel e duas lojas térreas. Parte das moradias será destinada a famílias de baixa renda chefiadas por mulheres. A Citas, empresa do fundo IRR Capital, obteve autorização para captar R$ 5 milhões para restaurar a fachada do prédio, tombado desde 2007.
Convento no Ipiranga vira residencial
O Alma Mater, da Alfa Realty, ocupará o antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças Irmãs Salesianas. O projeto prevê 51 apartamentos, áreas comuns e espaços comerciais em uma construção centenária e dois novos anexos. A autorização para captar R$ 8 milhões foi obtida em 2025 e prorrogada para 2026, mas a empresa ainda avalia a viabilidade.
Captação continua sendo o desafio
A aprovação permite buscar patrocínio, mas não assegura a entrada dos recursos. Especialistas apontam entraves como o custo milionário dos restauros, a necessidade de anuência de vários proprietários, a linguagem técnica dos projetos e a menor visibilidade oferecida aos patrocinadores em comparação com grandes eventos.
*Com informações de Folha de S.Paulo







