Veja o resumo da notícia

  • A Sindona Desenvolvimento está sendo reestruturada para focar em ativos urbanos complexos, segundo a Bloomberg Línea.
  • A empresa busca ocupar um espaço intermediário entre desenvolvimento, incorporação e mercado financeiro, inspirada na Brookfield.
  • Um fundo imobiliário de desenvolvimento está sendo estruturado para sustentar a nova estratégia da companhia.
  • A Sindona possui seis projetos em pipeline, incluindo um data center em São Paulo e retrofits de edifícios.
  • A estratégia da empresa é atrair parceiros especializados para a execução das obras, sem realizá-las diretamente.
Sindona Desenvolvimento
Divulgação

A Sindona Desenvolvimento está sendo reestruturada para deixar de operar como incorporadora tradicional e assumir o papel de desenvolvedora de ativos urbanos complexos, destaca reportagem da Bloomberg Línea. A nova fase parte da mesma lógica que orientou os primeiros negócios da empresa, no início dos anos 2010: identificar ativos parados, subutilizados ou com entraves e criar valor a partir de capital, projeto e inteligência imobiliária.

Modelo inspirado na Brookfield

Bruno Sindona, CEO da companhia, afirmou ao site que o objetivo é ocupar um espaço intermediário entre desenvolvimento, incorporação e mercado financeiro. A referência declarada é a Brookfield, gestora canadense que atua em diferentes classes de ativos imobiliários sem necessariamente executar as obras. A Sindona quer aplicar essa lógica a projetos com maior complexidade urbana e potencial de impacto.

Fundo de desenvolvimento em estruturação

Para sustentar a nova estratégia, a empresa estrutura um fundo imobiliário de desenvolvimento. A composição inclui Paulo Humberg, criador do ShopTime, e Samuel Rossilho, ex-secretário de desenvolvimento e habitação de Campinas, que participou da aprovação da legislação local de retrofit e tem trânsito em organismos multilaterais como o BID. A meta é atrair ainda em 2026 um investidor âncora de capital de impacto.

Pipeline combina data center e retrofit

A desenvolvedora já tem seis projetos no pipeline. Na zona leste de São Paulo, adquiriu um terreno de 480 hectares para implantar um data center. A localização foge do eixo tradicional de Barueri e regiões adjacentes, mas fica equidistante entre o centro da capital e Praia Grande, ponto de ancoragem de cabos submarinos internacionais. O complexo deve gerar 1 gigawatt de capacidade. A carteira também inclui o retrofit de um edifício corporativo na zona oeste, a ser convertido em 608 unidades residenciais para estudantes, dois projetos de conversão comercial-residencial em São Paulo, um retrofit em Campinas e um empreendimento de uso misto em Osasco.

Empresa mais leve, execução com parceiros

Em nenhum dos projetos a Sindona pretende executar diretamente as obras. A estratégia é adquirir ou estruturar o ativo, desenvolver a inteligência do negócio e atrair parceiros especializados para a execução. A reestruturação, iniciada em 2025, também separou o antigo braço econômico, voltado ao Minha Casa Minha Vida e à classe C, em uma nova empresa chamada Sin!. O processo de desinvestimento dos ativos fora desse desenho deve seguir até o final do ano, quando a Sindona espera estar totalmente reposicionada.

*Com informações de Bloomberg Línea

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.