Veja o resumo da notícia
- O índice FipeZap registrou alta de zero vírgula cinquenta e um por cento no preço residencial em abril.
- A valorização imobiliária ficou abaixo dos indicadores de inflação ao consumidor e IGP-M do mesmo período.
- Aumento da projeção inflacionária global e nacional devido à instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
- Aumento expressivo no metro quadrado residencial ocorreu em diversas cidades fora dos eixos principais.
- Observa-se um deslocamento da valorização para mercados menores, distanciando-se de São Paulo e Rio.
- Belém demonstrou maior variação acumulada anual, apesar do custo do metro quadrado ser inferior a São Paulo.

O preço de imóveis residenciais subiu 0,51% em abril, segundo o índice FipeZap. O resultado é ligeiramente superior ao de março (+0,48%) e idêntico ao de abril de 2025. Nos quatro primeiros meses de 2026, contudo, a alta acumulada do indicador é de 1,53%, menos do que o aumento de 2,39% em igual período do ano passado.
A valorização de imóveis residenciais em abril ficou abaixo da inflação ao consumidor de abril (0,89% pelo IPCA-15) e também do IGP-M, que acelerou para 2,73% no período.
A Guerra no Irã tem puxado para cima os combustíveis, o que impacta as cadeias produtivas e os consumidores. Logo, a inflação tem mostrado tendência de aceleração no Brasil e no mundo, abrindo distância em relação aos preços do mercado imobiliário. No início do conflito, o mercado financeiro projetava que o IPCA, que mede a evolução de preços para o consumidor, terminaria 2026 em 3,91%; agora, a estimativa é de alta de 4,89%, segundo o boletim Focus, do Banco Central.
Fora da média nacional, houve avanços mais expressivos no preço do metro quadrado residencial, incluindo capitais como Campo Grande (1,87%), Vitória (1,48%), Natal (1,37%) e Aracaju (1,24%). Além disso, a alta foi disseminada e abrangeu 55 das 56 cidades que compõem o índice FipeZap.
Esses recortes confirmam o deslocamento da dinâmica de valorização observada desde o ano passado, com altas mais intensas fora dos maiores mercados, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Capitais com alta acima da inflação
Entre as 10 capitais cujo preço sobe mais do que a inflação de janeiro a abril, há dois representantes da região Norte, dois do Centro-Oeste e quatro do Nordeste. Já Sul e Sudeste têm uma capital cada. Confira:
- Belém (PA): +4,46%
- Vitória (ES): +4,38%
- Campo Grande (MS): +4,29%
- Manaus (AM): +4,06%
- Fortaleza (CE): +3,94%
- Salvador (BA): +3,94%
- Natal (RN): +3,62%
- Florianópolis (SC): +3,52%
- Brasília (DF): +3,03%
- Maceió (AL): +2,86%
SP e Belém
Outra maneira de identificar a diferença de momento entre as capitais é comparar na lupa os dados de 2026. O metro quadrado custa, em média, 35,3% a mais em São Paulo do que em Belém (R$ 12.019 e R$ 8.882, respectivamente), segundo o FipeZap. No entanto, a variação acumulada nos últimos 12 meses dos imóveis residenciais é de 11,36% na capital do Pará e de 4,28% na capital paulista.
Entre os 10 bairros mais representativos do índice em São Paulo, a maior alta nos últimos 12 meses ocorre nos Jardins (+6,5%), o terceiro metro quadrado mais caro da cidade (R$ 17.504).
Em Belém, o terceiro local mais caro é o bairro do Marco, com preço médio de R$ 9.281 o metro quadrado, pouco mais da metade do praticado nos Jardins, em São Paulo. Mas Marco, em Belém, sobe 32,5% nos últimos 12 meses.







