Veja o resumo da notícia
- Valorização do mercado imobiliário residencial de Belo Horizonte supera a média nacional, impulsionada por fatores diversos.
- Índice IGMI-R aponta alta acumulada de 20,82% em 12 meses, refletindo um mercado local em processo de recolocação.
- Expectativa de queda na taxa de juros, incertezas geopolíticas e eventos de 2026 influenciam a valorização.
- Mercado imobiliário de Belo Horizonte demonstra resiliência com avanço moderado e sustentação a médio prazo.

O mercado imobiliário residencial de Belo Horizonte acumulou alta de 20,82% nos 12 meses até fevereiro, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R). O resultado ficou 1,12 ponto percentual acima da média nacional, de 19,7%, e reforça uma valorização acima do ritmo do país.
O levantamento é realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Mercado imobiliário em Belo Horizonte
Na comparação mensal, os preços dos imóveis residenciais na capital mineira subiram 0,62% em fevereiro. No primeiro bimestre de 2026, a alta foi de 0,95%.
Para Ariano Cavalcanti de Paula, conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), ao Diário do Comércio, o movimento pode indicar uma recolocação do mercado local. Segundo ele, Belo Horizonte historicamente acompanhava a média nacional, mas vinha perdendo força nos últimos anos.
Taxa de juros e valorização dos imóveis
Cavalcanti atribui a valorização à expectativa de redução da taxa de juros, às incertezas geopolíticas e ao ambiente de 2026, marcado por eleições e Copa do Mundo de Futebol. “Acredito que esses fatores contribuem para essa valorização, ou seja, perspectiva de recuperação desse diferencial e a insegurança que faz as pessoas irem para os ativos reais”, afirma.
O estudo da Abecip indica que Belo Horizonte mantém um mercado resiliente, com avanço mais moderado no curto prazo e sustentação no médio prazo.
*Com informações do Diário do Comércio







