Veja o resumo da notícia
- A permuta por unidades futuras em edifícios de alto padrão cresce em São Paulo e Rio de Janeiro, alcançando metade dos condomínios.
- O avanço das locações de curta duração (short stay) na Zona Sul do Rio reforça o interesse pela troca de imóveis antigos por novos.
- Proprietários buscam melhorar o retorno financeiro com unidades novas e mais compactas, que podem gerar o dobro ou triplo da renda.
- Moradores propõem a permuta para permanecer no bairro, já que lançamentos custam mais que imóveis antigos e a recompra em dinheiro é difícil.
- Incorporadoras buscam preservar a metragem e o andar original do apartamento para reduzir atritos na escolha da permuta.
- Juros altos favorecem a permuta, pois o valor oferecido em imóveis pode ser o dobro da proposta em dinheiro, reduzindo o capital inicial.
- A viabilidade da permuta depende do potencial construtivo do terreno, permitindo substituir um prédio antigo por outro maior.

A permuta sempre integrou a compra de terrenos, mas ganhou uma escala inédita em edifícios de alto padrão de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo o Metro Quadrado. Em negociações que exigem a aquisição apartamento por apartamento, a troca por unidades futuras já alcança metade do condomínio e, em alguns casos, a maioria dos proprietários.
No Leblon, a TGB Imóveis e a SIG Engenharia ofereceram pagamento à vista ou apartamentos no novo prédio aos donos de um edifício antigo. Quase todos escolheram a permuta.
Short stay amplia o apelo da renda
O avanço das locações de curta duração, especialmente na Zona Sul do Rio, reforçou o interesse pela troca. Muitos imóveis antigos já geravam renda, e os proprietários esperam melhorar o retorno com unidades novas e mais compactas.
Guili Chor, diretor da TGB, afirmou ao site que o aluguel no prédio novo pode ser duas ou três vezes maior. A SIG já trocou um apartamento de 120 metros quadrados por três unidades de 40 metros quadrados. Segundo o sócio-fundador Schalom Grimberg, a renda de uma única unidade menor pode igualar a do imóvel antigo.
Endereço pesa tanto quanto o pagamento
Na Lux, os próprios moradores têm proposto a permuta em endereços com pouca oferta de imóveis novos. Para quem deseja continuar no bairro, receber apenas dinheiro pode dificultar a recompra, porque lançamentos custam muito mais do que unidades em prédios antigos.
Para reduzir atritos na escolha, a incorporadora procura preservar a metragem e o andar do apartamento original no futuro empreendimento. Ainda assim, a solução precisa combinar perfis distintos, de moradores que resistem à mudança a proprietários que priorizam liquidez.
Juros altos favorecem a estrutura
No alto padrão, o valor oferecido em imóveis pode chegar perto do dobro da proposta em dinheiro, segundo Renato Galvão, diretor de novos negócios da Benx. A incorporadora já comprou quatro prédios em São Paulo, dois nos Jardins e dois no Itaim Bibi, e negocia outro na Vila Nova Conceição, onde a maioria deseja unidades futuras.
Há operações em que a permuta responde por até 50% do custo de aquisição do terreno. Com crédito mais difícil e juros elevados, a estrutura reduz o capital inicial. A viabilidade, porém, depende do potencial construtivo: substituir um prédio que ocupa uma ou duas vezes a área do lote por outro com até quatro vezes essa área pode fechar a conta.
*Com informações de Metro Quadrado







