Veja o resumo da notícia

  • A permuta por unidades futuras em edifícios de alto padrão cresce em São Paulo e Rio de Janeiro, alcançando metade dos condomínios.
  • O avanço das locações de curta duração (short stay) na Zona Sul do Rio reforça o interesse pela troca de imóveis antigos por novos.
  • Proprietários buscam melhorar o retorno financeiro com unidades novas e mais compactas, que podem gerar o dobro ou triplo da renda.
  • Moradores propõem a permuta para permanecer no bairro, já que lançamentos custam mais que imóveis antigos e a recompra em dinheiro é difícil.
  • Incorporadoras buscam preservar a metragem e o andar original do apartamento para reduzir atritos na escolha da permuta.
  • Juros altos favorecem a permuta, pois o valor oferecido em imóveis pode ser o dobro da proposta em dinheiro, reduzindo o capital inicial.
  • A viabilidade da permuta depende do potencial construtivo do terreno, permitindo substituir um prédio antigo por outro maior.
permuta imobiliária no alto padrão
dabldy/iStock

A permuta sempre integrou a compra de terrenos, mas ganhou uma escala inédita em edifícios de alto padrão de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo o Metro Quadrado. Em negociações que exigem a aquisição apartamento por apartamento, a troca por unidades futuras já alcança metade do condomínio e, em alguns casos, a maioria dos proprietários.

No Leblon, a TGB Imóveis e a SIG Engenharia ofereceram pagamento à vista ou apartamentos no novo prédio aos donos de um edifício antigo. Quase todos escolheram a permuta.

Short stay amplia o apelo da renda

O avanço das locações de curta duração, especialmente na Zona Sul do Rio, reforçou o interesse pela troca. Muitos imóveis antigos já geravam renda, e os proprietários esperam melhorar o retorno com unidades novas e mais compactas.

Guili Chor, diretor da TGB, afirmou ao site que o aluguel no prédio novo pode ser duas ou três vezes maior. A SIG já trocou um apartamento de 120 metros quadrados por três unidades de 40 metros quadrados. Segundo o sócio-fundador Schalom Grimberg, a renda de uma única unidade menor pode igualar a do imóvel antigo.

Endereço pesa tanto quanto o pagamento

Na Lux, os próprios moradores têm proposto a permuta em endereços com pouca oferta de imóveis novos. Para quem deseja continuar no bairro, receber apenas dinheiro pode dificultar a recompra, porque lançamentos custam muito mais do que unidades em prédios antigos.

Para reduzir atritos na escolha, a incorporadora procura preservar a metragem e o andar do apartamento original no futuro empreendimento. Ainda assim, a solução precisa combinar perfis distintos, de moradores que resistem à mudança a proprietários que priorizam liquidez.

Juros altos favorecem a estrutura

No alto padrão, o valor oferecido em imóveis pode chegar perto do dobro da proposta em dinheiro, segundo Renato Galvão, diretor de novos negócios da Benx. A incorporadora já comprou quatro prédios em São Paulo, dois nos Jardins e dois no Itaim Bibi, e negocia outro na Vila Nova Conceição, onde a maioria deseja unidades futuras.

Há operações em que a permuta responde por até 50% do custo de aquisição do terreno. Com crédito mais difícil e juros elevados, a estrutura reduz o capital inicial. A viabilidade, porém, depende do potencial construtivo: substituir um prédio que ocupa uma ou duas vezes a área do lote por outro com até quatro vezes essa área pode fechar a conta.

*Com informações de Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.