Veja o resumo da notícia
- Lançamentos de imóveis de luxo no Rio de Janeiro caíram 86,9% no segundo trimestre de 2026, atingindo o menor nível desde 2024.
- As vendas de unidades de alto padrão superaram os lançamentos em quase nove vezes, mas também registraram queda de 66% anualmente.
- O mercado imobiliário total do Rio de Janeiro, considerando todos os padrões, cresceu 43,6% em lançamentos e 45% em vendas no período.
- O preço médio do metro quadrado de imóveis de luxo no Rio de Janeiro atingiu R$ 33.431, com o Leblon liderando com R$ 71.338 por m².

O Rio de Janeiro lançou apenas 11 unidades com preço acima de R$ 3 milhões entre abril e junho de 2026. O volume representa queda de 86,9% em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando 84 imóveis chegaram ao mercado, segundo a Brain Inteligência Estratégica. Foi o menor resultado do segmento de alto padrão e luxo desde o primeiro trimestre de 2024, noticia a Forbes.
Vendas superam lançamentos, mas também recuam
No período, foram vendidas 98 unidades de alto padrão e luxo, quase nove vezes o volume lançado. Ainda assim, as vendas caíram 66% na comparação anual e mantiveram a trajetória de retração iniciada após o pico do terceiro trimestre de 2025. Entre julho e setembro do ano passado, mais de 600 unidades foram lançadas, quatro vezes e meia o total dos nove meses seguintes.
Mercado total avança na direção oposta
O recuo ficou concentrado no topo do mercado. Considerando todos os padrões, os lançamentos de imóveis verticais no Rio cresceram 43,6% no segundo trimestre, de 5.198 para 7.464 unidades. As vendas totais subiram 45%, de 5.030 para 7.294 imóveis. Com isso, o luxo respondeu por apenas 0,1% das unidades lançadas, embora concentrasse 8,7% do VGV de lançamentos.
Leblon mantém ampla liderança de preços
O preço médio do metro quadrado de alto padrão e luxo chegou a R$ 33.431 no segundo trimestre, 9,1% acima dos R$ 30.656 registrados um ano antes. No recorte por bairros apresentado pela pesquisa, o Leblon liderou, com R$ 71.338 por m². Ipanema apareceu em seguida, com R$ 41.759, e Copacabana, com R$ 33.908. Os dados mostram valorização nominal da média pesquisada, mas não explicam, por si sós, a causa da alta em meio à queda dos negócios.
*Com informações de Forbes







