Veja o resumo da notícia
- A expansão do home office durante a pandemia alterou o mapa residencial paulista, com famílias buscando imóveis maiores fora da capital.
- A volta de jornadas híbridas e presenciais fez com que a moradia próxima aos polos de emprego recuperasse importância na escolha do imóvel.
- Dados de cartórios mostram que o volume de escrituras na capital paulista cresceu 49,6% entre 2020 e 2025, atingindo um recorde.
- Cidades do interior como Itupeva, Cotia, Indaiatuba e Atibaia registraram queda nas escrituras entre 2021 e 2025.
- A exigência de presença no escritório varia por setor, influenciando o custo de morar longe e a relevância da conectividade com a capital.
- O mercado imobiliário busca um novo equilíbrio, combinando boa localização com plantas adaptáveis e áreas de lazer.

A expansão do home office mudou o mapa residencial paulista durante a pandemia. Famílias deixaram a capital em busca de imóveis maiores, áreas verdes e menor densidade. Mas, com a adoção de jornadas híbridas ou presenciais, o tempo de deslocamento, os pedágios e o transporte voltaram a pesar. A moradia próxima aos polos de emprego recuperou importância na escolha do imóvel.
Capital registra avanço nas escrituras
Dados de cartórios reunidos pelo Colégio Notarial do Brasil — Seção São Paulo mostram a mudança de direção. O volume de escrituras na capital cresceu 49,6% entre 2020 e 2025 e atingiu recorde de compra e venda de imóveis no último ano do período. O indicador não mede sozinho toda a demanda, mas sinaliza que a cidade voltou a concentrar transações depois da migração observada na pandemia.
Cidades da fuga urbana perdem velocidade
Entre 2021 e 2025, Itupeva registrou queda de 57% nas escrituras. Cotia recuou 41%, Indaiatuba, 36%, e Atibaia, 31%, segundo o levantamento citado pelo G1. Esses mercados haviam atraído compradores interessados em casas, condomínios e maior área útil. A retração indica uma reacomodação, mas não um desaparecimento da demanda pelo interior.
Presença varia conforme o setor
A volta ao escritório não ocorre no mesmo ritmo em todas as atividades. Pesquisa da Robert Half citada na reportagem aponta média de 4,8 dias presenciais por semana em construção civil e engenharia. No setor de serviços, a média é de 3,3 dias. Quanto maior a exigência presencial, maior o custo de morar longe e mais relevante se torna a conectividade com a capital.
Mercado entra em novo equilíbrio
O movimento favorece bairros próximos a emprego, transporte e serviços, mas preserva parte das preferências criadas na pandemia. Espaço para trabalho, conforto e áreas de lazer continuam relevantes. Para incorporadores, o desafio é combinar boa localização com plantas adaptáveis.
No interior, projetos bem conectados e cidades com emprego próprio tendem a resistir melhor do que destinos dependentes do deslocamento diário a São Paulo.
*Com informações de G1








