Siga o Portas no Google

Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.

Adicionar

Siga o Portas no Google

Veja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.

Adicionar

Veja o resumo da notícia

  • O Bradesco reforça o crédito para incorporadoras, com a carteira do Plano Empresário atingindo R$ 37 bilhões em 2025.
  • O banco espera alcançar R$ 40 bilhões no primeiro semestre, dobrando o volume de cinco anos atrás, excluindo o Minha Casa, Minha Vida.
  • Apesar dos juros altos, o Bradesco mantém o apetite por incorporadoras parceiras, com análise técnica rigorosa dos empreendimentos.
  • O setor imobiliário apresenta 466,8 mil unidades lançadas e 438 mil vendidas em 12 meses até março, com estoque saudável.
  • Em São Paulo, o Minha Casa, Minha Vida domina vendas e lançamentos, enquanto outros segmentos perdem ritmo sem excesso de oferta.
  • O crédito imobiliário para pessoas físicas cresceu 11% em 2025, chegando a R$ 110 bilhões, sem deterioração relevante na carteira.
  • Fatores como demanda habitacional estrutural e incorporadoras menos alavancadas mantêm o setor em posição confortável.
Bradesco crédito imobiliário
Alfribeiro/iStock

O Bradesco está reforçando o crédito a incorporadoras como forma de sustentar a originação da pessoa física, especialmente nos segmentos de média e alta renda. A carteira do Plano Empresário, usada para financiar a incorporação imobiliária, encerrou 2025 em R$ 37 bilhões, alta de 31% em relação ao ano anterior. A expectativa do banco é chegar ao fim do primeiro semestre com R$ 40 bilhões, o dobro do volume registrado cinco anos atrás. O avanço não inclui o Minha Casa, Minha Vida, nicho em que a instituição não atua.

Apetite segue, mas com seleção de clientes

Mesmo com juros elevados e demanda mais restrita, o banco afirma que não pretende reduzir o apetite para incorporadoras que mantêm relacionamento com a casa. A estratégia, porém, não significa crédito “a mar aberto”, segundo reportagem do Metro Quadrado.

A aprovação passa por análise técnica do empreendimento, incluindo precificação, tipologia e aderência à região, além da avaliação de crédito da incorporadora.

Como a linha tem ciclo médio de cerca de dois anos, mais curto que o financiamento para pessoa física, o capital pode ser reciclado com maior frequência e menor exposição ao risco.

Estoques seguem em patamar considerado saudável

Na leitura do Bradesco, destacada pelo Valor, o setor imobiliário atravessa o atual ciclo de juros altos em condições melhores do que em momentos anteriores. Dados citados pelo banco mostram 466,8 mil unidades lançadas no país no acumulado de 12 meses até março, alta de 5,6%, e 438 mil unidades vendidas, avanço de 3,6%. O estoque disponível subiu 8,1%, para 350,9 mil unidades, mas o prazo de escoamento ficou em 9,6 meses, patamar visto como saudável. Na crise de 2015 a 2017, o prazo chegou a quase 27 meses.

Médio e alto padrão perdem ritmo, sem excesso de oferta

O desempenho, porém, é desigual. Em São Paulo, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 65% das vendas e 62% dos lançamentos de imóveis novos em 12 meses até março. O prazo de escoamento foi de sete meses. Nos demais segmentos, que incluem médio e alto padrão, as vendas caíram 13% e o prazo de escoamento chegou a 12 meses.

Ainda assim, os executivos do Bradesco avaliam que não há excesso de oferta. Segundo eles, as incorporadoras vêm segurando lançamentos e priorizando os melhores projetos até que demanda e preço se equilibrem.

Crédito à pessoa física segue resiliente

Do lado do comprador final, o banco também não vê deterioração relevante na carteira. O crédito imobiliário segue associado à moradia, conta com garantia real e tende a ser priorizado pelo tomador mesmo quando há pressão em outras modalidades. A carteira de aquisição de imóveis por pessoas físicas cresceu 11% em 2025, para R$ 110 bilhões.

Para o Bradesco, vários fatores mantém o setor em posição mais confortável, apesar do alto custo do crédito. Entre eles a demanda habitacional estrutural, incorporadoras menos alavancadas, landbanks mais organizados e inadimplência próxima aos padrões históricos.

Com informações de Metro Quadrado e Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.