Veja o resumo da notícia
- Compradores de imóveis priorizam tempo, mobilidade e acesso a serviços, mudando a lógica tradicional de escolha.
- A pandemia acelerou a valorização da localização, que agora permite ganhos de tempo significativos no dia a dia.
- Microcidades, que reúnem moradia, trabalho, lazer e serviços, ganham força nas metrópoles brasileiras.
- Estúdios atraem investidores e moradores, refletindo a busca por eficiência e proximidade com a estrutura urbana.
- O mercado imobiliário mantém-se atraente para investidores, apesar dos juros e incertezas econômicas.
- O setor da construção civil acompanha a reforma tributária devido ao impacto na cadeia produtiva e nos preços.

O comprador de imóveis no Brasil está dando mais peso ao tempo, à mobilidade e ao acesso a serviços na hora de decidir onde morar. Na avaliação de Henrique Blecher, CEO da Nivi Capital e da Arkt Incorporadora, em entrevista ao Times Brasil, a escolha deixou de depender apenas da metragem ou da localização tradicional.
O entorno passou a ter papel central, porque influencia deslocamento, rotina, convivência e sensação de pertencimento.
Tempo vira componente de valor
A pandemia acelerou essa mudança ao levar famílias e investidores a repensarem prioridades. Blecher afirma que a satisfação com a moradia está cada vez mais ligada ao que a localização permite fazer no dia a dia. Como exemplo, ele cita a possibilidade de morar mais perto do trabalho ou da escola dos filhos. Segundo o executivo, essa escolha pode representar ganho de 360 horas por ano ao reduzir deslocamentos.
Microcidades ganham força
A nova lógica também reforça o conceito de microcidades dentro das metrópoles. Para Blecher, regiões capazes de reunir moradia, trabalho, lazer e serviços tendem a ganhar relevância porque reduzem fricções da vida urbana. O executivo avalia que grandes eventos culturais, esportivos e de entretenimento ajudam a consolidar esses polos ao atrair investimentos e melhorias em infraestrutura e mobilidade.
Estúdios atraem investidores e moradores
Os empreendimentos do tipo estúdio são um dos reflexos mais visíveis dessa transformação. Blecher relembra que esteve entre os primeiros empreendedores a apostar nesse formato na zona sul do Rio de Janeiro, movimento apoiado por mudanças na legislação urbanística e por novas demandas dos consumidores.
Inicialmente, os estúdios atraíram investidores em busca de renda com locação. Agora, também começam a ganhar espaço entre moradores que veem no formato uma opção eficiente para viver perto de uma estrutura urbana mais completa.
Setor acompanha reforma tributária
Apesar dos juros elevados, das incertezas eleitorais e da instabilidade internacional, o mercado imobiliário continua atraente para investidores, segundo Blecher. A busca por ativos de longo prazo, renda e composição de portfólio sustenta a resiliência do setor. Ao mesmo tempo, a construção civil acompanha com atenção os efeitos da reforma tributária, porque a cadeia produtiva é longa, tem peso relevante de tributos e afeta diretamente incorporação, construção, fundos imobiliários e preço final dos empreendimentos.
*Com informações de Times Brasil







